Início Amazonas Crianças com deficiência usam cavalos da PM no tratamento em Manaus
Amazonas

Crianças com deficiência usam cavalos da PM no tratamento em Manaus

Equoterapia

Envie
Envie

Símbolos de força e velocidade, os cavalos são utilizados pela Polícia Militar do Amazonas não somente na prevenção da violência em áreas de difícil acesso ou em grandes eventos. Os animais também têm contribuído com a reabilitação de crianças e adolescentes com deficiência em Manaus, através da equoterapia.

A terapia com cavalos vem sendo desenvolvida há 27 anos. Atualmente, atende 47 crianças e adolescentes com deficiência, mas também idosos que enfrentam problemas motores em virtude de acidente vascular cerebral (AVC).

“O cavalo é um animal completo para qualquer criança com deficiência ou para aquela pessoa que está com problema de autoestima, autoconfiança, medos, fobias. Ele ajuda a desenvolver um trabalho tridimensional, e as crianças que têm paralisia cerebral, que são cadeirantes, quando elas sobem, o cavalo se torna a extensão do corpo delas. Isso consegue dar uma firmeza para ela”, explicou a tenente Daianne Veras, chefe do Departamento da Equoterapia.

A equoterapia, desenvolvida pela Cavalaria da PM, é um projeto social mantido pelo Governo do Estado, e funciona nas dependências do Comando de Policiamento Especializado (CPE), no Dom Pedro, zona centro-oeste da capital amazonense. Além dos policiais militares, o projeto conta com fisioterapeutas e psicólogos para o atendimento das crianças, adolescentes e idosos.

Melhoria da qualidade de vida

De acordo com a tenente, não existe limite máximo de idade, o programa atende crianças a partir de cinco anos, que fazem o uso do cavalo para melhoria da qualidade de vida. A terapia é dividida em três fases. Denominada hipnoterapia, a primeira é para pessoas que têm total dependência de auxílio e, por isso, precisam de alguém que as conduza. A segunda fase é educação e reeducação, onde utilizam técnicas junto do cavalo para desenvolver membros, lateralidade, e a concentração. Na terceira fase, as crianças já dominam o cavalo, trabalham sozinhas, têm controle de rédea e conseguem saltar.

“Podemos afirmar que melhora 100% na qualidade de vida dessas crianças. Depois de seis meses, nós já vemos uma melhora. Tem crianças que chegaram aqui com cadeira de rodas e hoje com auxilio do pai e da mãe já não precisam mais utilizar este meio, há uma melhora significativa na vida dessas crianças”, afirmou Danianne Veras.

equoterapia_-_erikson_andrade_5_0.jpg
equoterapia_-_erikson_andrade_2.jpg
equoterapia_-_erikson_andrade_5.jpg
equoterapia_-_erikson_andrade_2.jpg
equoterapia_-_erikson_andrade_5_0.jpg
equoterapia_-_erikson_andrade_2.jpg

Indicação médica

Segundo o tenente Jonatas Torres, hoje a equoterapia é indicação médica para tratamento de lesões, sejam física ou cognitiva. “Aqui, na Cavalaria, temos praticante com paralisia cerebral, deficiência física decorrente de acidente automobilístico e criança com autismo. Utilizamos cavalos que são menores, mais dóceis, que têm certa idade”, disse.

Foto: Erikson Andrade/SSP-AM

Siga-nos no

Google News