O número de refugiados que chegam ao Brasil fugindo da violência em seus países cresceu os últimos anos. Recentemente o escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), em Manaus, informou que somente o Amazonas acolheu 40 pedidos de asilo político nos últimos dois anos.
O escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), em Manaus, informou que o estado do Amazonas acolheu 40 pedidos de asilo político nos últimos dois anos.
Segundo o Acnur, em Manaus, a região já vinha recebendo refugiados da América do Sul, mas esta última leva é composta por africanos subsaharianos, iranianos, cidadãos do Sri Lanka e de Bangladesh, na Ásia.
Um dos refugiados, um geólogo da República Democrática do Congo teve que deixar o país, no centro-sul da África, devido à violência política e hoje vive e trabalha em Manaus como professor de francês.
Ele contou que se surpreendeu com o aumento do número de requerentes de asilo na capital do Amazonas, especialmente de africanos e asiáticos.
De acordo com o Acnur, muitos chegam a Manaus com o objectivo de se mudar para São Paulo. Alguns entram no estado do Amazonas de barco, ou por terra, vindos do Peru, da Colômbia, depois de fugirem para países como o Equador.
O padre Isaías de Andrade, da Arquidiocese Cáritas, de Manaus, disse que a posição geográfica da cidade e as falhas de segurança nas fronteiras estão a causar o aumento da população de refugiados.
Geralmente, as pessoas que pedem asilo no Brasil fogem de conflitos, fome e violência. O país abriga refugiados de 77 nações e territórios.
A maioria dos 4,5 mil refugiados estrangeiros que vivem no Brasil são jovens que vêm da Colômbia e da República Democrática do Congo da África Subsaariana, incluindo cidadãos do Irão, de Bangladesh e do Sri Lanka.
As informações são da agência Angola Press

