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Cratera na Praça 14 ameaça desabar casas e revolta moradores

Cratera na Praça 14 ameaça desabar casas e revolta moradores
Cratera na Praça 14 ameaça desabar casas e revolta moradores

Manaus/AM - O que deveria ser um período de festa e alegria para os manauaras transformou-se em pesadelo para os residentes da Avenida Duque de Caxias, no tradicional bairro Praça 14 de Janeiro. Uma enorme cratera deixada pela empresa Água de Manaus no meio da via pública está comprometendo a estrutura de residências históricas e gerando riscos imediatos de desabamento.

A denúncia, registrada pelo Portal do Holanda, aponta que o problema se arrasta há anos, mas se agravou drasticamente nos últimos dias. Segundo Francisco Antônio Dávila, de 64 anos e morador da área há sete décadas, esta é a terceira vez que o local é escavado sem uma solução definitiva. "Eles fizeram uma canalização para trocar contadores e interligar a rede de esgoto, mas nada funciona. A água corre para debaixo das casas e está destruindo tudo", desabafou.

"Nunca entupiu em 50 anos", diz moradora

A situação de Joana dos Santos Ribeiro, de 77 anos, moradora do local há meio século, é um dos retratos mais graves do descaso. Com as contas em dia — e até pagas antecipadamente —, ela relata que o cenário de alagamentos e danos estruturais é inédito.

"Eu moro há 50 anos aqui e nunca, nunca essa vila entupiu. Fizeram essa obra, prejudicaram a gente e não deram progresso. Eles só vêm, colocam a barra e vão embora", conta Dona Joana, visivelmente abalada.

A idosa mostrou rachaduras profundas que se espalham por toda a sua residência, inclusive na parte interna. Ela contesta a cobrança de serviços que não são entregues: "Estamos pagando taxa de esgoto que não existe e ainda enfrentando isso. A casa está toda rachada e ninguém toma providência".

Estruturas comprometidas e via interditada

O impacto da obra é visível. A residência de Francisco, de dois andares, apresenta fissuras que atravessam as paredes. Ele revela que já move um processo contra a concessionária no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), mas a situação continua a piorar com as chuvas, que agora invadem a vila com lama e esgoto.

Além das residências, o Sindicato da Educação Básica e uma igreja evangélica local também apresentam danos estruturais. Atualmente, apenas uma das faixas da Avenida Duque de Caxias está operando, dificultando o tráfego em uma das principais artérias do bairro e isolando moradores.

Os residentes exigem uma vistoria técnica rigorosa da Defesa Civil e a conclusão imediata dos reparos pela Água de Manaus. "Só vão dizer que está comprometido quando desabar ou alguém morrer?", questionou Francisco, clamando por providências urgentes antes que o asfalto ceda por completo.

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