Após passar mais de 40 horas sem o sinal da Vivo, os usuários da operadora em Parintins poderão contar com a retomada dos serviços nas próximas horas deste domingo . O restabelecimento do sinal só foi autorizado depois que membros da “CPI da Telefonia” intermediaram um acordo entre os moradores da Comunidade de Pedras – em Barreirinha – e a prestadora de serviços.
No Termo de Compromisso, a Vivo se comprometeu em, um prazo máximo de 30 dias, cobrir com o sinal da operadora a Comunidade de Pedras, a qual abriga uma torre que garante os serviços da concessionária aos municípios de Parintins, Barreirinha e Nhamundá e à cidade de Terra Santa, no Pará.
O sinal foi interrompido pelos moradores da Comunidade de Pedras que cortaram o cabo da antena da Vivo, em cumprimento à ameaça feita durante visita de membros da CPI no mês de outubro. Há anos, os comunitários solicitam o rebaixamento do sinal à operadora, uma vez que a localidade abriga a torre da concessionária. Em oitiva com representante da Vivo, na semana passada, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o presidente da “CPI da Telefonia”, deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), já havia feito o alerta para o problema.
Segundo Rotta, por não serem beneficiados com a cobertura da torre da Vivo instalada na região, os moradores da comunidade cortaram o cabo da antena geradora de sinal da concessionária e não permitiram a entrada de técnicos na área. “Fomos comunicados da situação e o deputado Marcelo Ramos, que é relator da CPI, foi designado pela comissão a intermediar a negociação. No entanto, essa não foi uma tarefa fácil. Os comunitários estavam inflexíveis, mas no fim deu tudo certo e o sinal foi retomado”, explicou o parlamentar.
Na avaliação de Rotta, essa situação extrema da Comunidade de Pedras deve ser tomada como lição tanto pela Vivo quanto pelas outras operadoras, pois demonstra que a população já atingiu o limite do tolerável e está cansada de ser ignorada pelas empresas que prestam serviços de má qualidade.
De acordo com o deputado Marcelo Ramos (PSB), um dos relatores comissão, a população só consentiu a entrada de técnicos no local após uma longa negociação. “Os moradores não tinham mais paciência com a Vivo. Se não fosse o aval da CPI na hora da assinatura do Termo de Compromisso, eles não tinham permitido a entrada da equipe de manutenção no local”, explicou Ramos.
O relator informou ainda que, embora o prazo firmado em acordo seja de no máximo 30 dias, a Vivo deverá liberar o sinal em até 20 dias à Comunidade de Pedras.
Tensão
Moradores da Comunidade de Pedras cortaram o cabo de sinal da Vivo por volta das 21h da última sexta-feira (15). Equipe técnica da empresa foi enviada ao local para restabelecer o serviço, mas foi impedida de entrar na área por comunitários. Somente após a assinatura do termo, a empresa enviou novos técnicos ao local, por voltas das 11h deste domingo.

