O ex-prefeito Edson Bessa (PMDB), compareceu na manhã desta quinta-feira, 15, ao plenário da Câmara Municipal de Manacapuru, para prestar esclarecimento, na condição de investigado, à Comissão Parlamentar de Inquérito da Transparência (CPI), que apura o desfalque de R$ 32 milhões aos cofres públicos no município no período de 2005 a 2009.
Bessa, que na segunda-feira,12, foi acusado pela sua ex-secretária de Educação, vereadora Maria Izabel, de manter sob a sua guarda documentos que colocam sob suspeição os atos praticados na sua administração, disse que foi “execrado publicamente. Minha casa foi invadida e minha família constrangida com a presença de policiais que vasculharam a minha fazenda em busca de documentos supostamente desaparecidos da prefeitura”, desabafou o ex-prefeito, cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral por abuso do poder econômico (compra de voto, distribuiçãode dinheiro e racho, entre outros).
Quanto ao recebimento dos documentos que lhe foram entregues por Maria Izabel, Edson Bessa foi enfático ao afirmar que não os recebeu, fato que deixou em situa ção bastante desconfortável a vereadora Maria Izabel.
“Vossa Excelência acaba de chamar a sua ex-secretária de mentirosa”, concluiu o presidente da CPI, vereador Coelho. Maria Izabel que estavaao lado de Bessa baixou a cabeça e deixou no ar a dúvida: quem mente mais e melhor – ela ou Edson Bessa.
Sobre o pagamento feito à empresa ETA, contratada para realizar obras de reforma em cinco escolas do município sem que estivesse habilitada para tal, Bessa contestou e disse que empresa estava sim crenciada para o serviço, e que todos os ritos administrativos, como licitação,foram obedecidos integralmente.
“O pagamento à ETA foi efetuado pelo vereador Tororó no exercício do cargo. O tororó é cioso de suas obrigações. Não tenho dúvida de que o
pagamento foi legal” .

