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Comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas acusado de homofobia

Atos de homofobia praticados pelo coronel Antônio Dias, do Corpo de Bombeiros, foi denunciado pelo deputado Luiz Castro. Segundo o parlamentar, o coronel obrigou dois concursados que teriam sido chamados para tomar posse a se despirem para uma rigorosa revista, sob ofensas. O coronel suspeitou que os dois homens seriam homossexuais. 


O fato ocorreu na segunda-feira, quando ALS, 27 anos e WL, 23 anos, aprovados no concurso para as UPAs foram recebidos na sede da Corporação.  Suspeitando que a conversa estaria sendo gravada, o coronel Antônio Dias tomou os aparelhos celulares, que até agora não foram devolvidos e passou a tratar os dois homens com grosseria e insultos.


Por ordem do coronel, os dois profissionais foram revistados por um capitão de nome França, que estava à paisana. Eles tiveram que ficar na sede do Corpo de Bombeiros das 15h30 até ás 20h30, ouvindo todo tipo de ofensa, deboche e insinuações, denunciou Castro.


Homofobia,  segundo a Wikipédia,  é o termo utilizado  para identificar o ódio , a aversão ou a discriminação   de uma pessoa  contra homossexuais   e, consequentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito  e discriminação de que seriam homossexuais.


Indignados com o constrangimento que sofreram, os dois homens  estiveram   na Assembleia Legislativa comunicando o caso ao deputado, que solicitou a intervenção da Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Washington Régis.

O presidente do Sindicato dos Farmacêuticos, Antônio Júnior, também aprovado no concurso e o presidente da Associação de Cabos e  Bombeiros, Bruno Gomes, que acompanharam os dois profissionais, solicitaram da Comissão de Direitos Humanos  providências, a fim de evitar que haja algum tipo de retaliação aos concursados.


Para entender o caso – O concurso para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) foi realizado em outubro de 2009 e homologado em março de 2010. O comandante Antônio Dias anunciou que ainda em março seria realizado curso de formação para os aprovados, enfatizando que eles só poderiam ter vínculo empregatício com as UPAs. Muitos pediram demissão de seus empregos, mas até agora não foram chamados pelo Governo do Estado.


De acordo a comissão que representa os 1.239 classificados, o Ministério da Saúde liberou R$ 9,75 milhões para o Fundo Estadual de Saúde em outubro de 2009, para a implantação de cinco UPAs no Amazonas, que funcionarão sob o controle do Corpo de Bombeiros. Mas a construção das unidades foi interrompida sem explicações pelo governo Eduardo Braga.

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