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Com calor extremo, Manaus reforça alerta para risco de malária em balneários e áreas rurais

Com calor extremo, Manaus reforça alerta para risco de malária em balneários e áreas rurais
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O forte calor em Manaus tem levado a população a buscar refúgio em igarapés, rios e balneários da região. O movimento, no entanto, acende um sinal de alerta para a saúde pública, já que esses ambientes de mata e água corrente são os criadouros ideais para o mosquito Anopheles, transmissor da malária.

Entre janeiro e agosto deste ano, Manaus contabilizou 4.748 casos da doença. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) apontam que, no último quadrimestre, metade dos 2.174 registros se concentrou em apenas 21 localidades. Os principais focos de infecção estão na zona Leste, no bairro Tarumã, na zona Oeste, e nos ramais ao longo da BR-174.

De acordo com a enfermeira Viviana Cláudia de Paula, especialista em vigilância epidemiológica da Semsa, a combinação de calor intenso e maior fluxo de pessoas em áreas periurbanas e de lazer aumenta a vulnerabilidade ao parasita. Ela orienta que a população evite a exposição desnecessária nos horários de maior atividade do mosquito, que ocorre ao amanhecer e ao entardecer, especialmente em locais próximos a rios e lagos. Moradores de assentamentos recentes e áreas de transição entre o espaço urbano e rural também devem reforçar os cuidados, que incluem o uso de repelentes, roupas compridas, telas em portas e janelas, além de mosquiteiros para dormir.

Causada por protozoários do gênero Plasmodium, a malária provoca febre alta, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo. O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, destaca que o diagnóstico precoce previne complicações graves e corta a cadeia de contágio na capital.

Os sintomas costumam surgir entre 7 e 15 dias após a picada e, ao apresentar febre após frequentar balneários ou áreas de mata, o paciente deve procurar a rede de saúde o quanto antes. A malária tem cura e o tratamento é gratuito. Atualmente, Manaus conta com 58 pontos de atendimento para a realização do teste rápido, sendo 41 na zona urbana e 17 na zona rural.

Paralelamente às orientações para a população, a Semsa mantém ações de busca ativa, monitoramento entomológico e controle de criadouros com aplicação de larvicidas, aplicação de fumacê e distribuição de mosquiteiros nas regiões prioritárias. A lista completa com as unidades de saúde de referência está disponível no site oficial da Semsa.

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