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Cólera: Amazonas tenta evitar repetição de epidemia ocorrida em 1991

O governo do Amazonas  começa a avaliar os riscos de disseminação de cólera no Estado, a partir do levantamento das condições de vida e moradia dos cerca de 600 haitianos refugiados em Tabatinga.  O período de incubação da doença é de cinco a sete dias. O grande problema é que parte dos portadores da bactéria não apresenta sintomas. Os refugiados que estão em Tabatinga chegaram recentemente do Haiti, país afetado por uma epidemia da doença, com mais de 2 mil mortes e 11 mil doentes.

 Sem tratamento, essas pessoas podem permanecer eliminando a bactéria por meio das fezes, com consequente contaminação de água e alimentos por via direta ou por insetos, como as moscas . A transmissão da doença é facilitada por condições precárias de higiene e deficiências no saneamento básico.

 De acordo com a Susam, o Amazonas viveu uma epidemia de cólera em 1991 e os últimos casos da doença foram registrado no Estado em 1998.
 

Além de avaliar as casas e acampamentos improvisados montados pelos haitianos, os técnicos da FGV e Secretaria de Saúde visitarão o Hospital de Guarnição do Exército, que atende a população local, o Laboratório de Fronteiras, responsável pelo monitoramento de doenças na região, e instituições de apoio aos refugiados, como a Pastoral do Migrante.

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