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Civilcorp prometeu o céu e vendeu o inferno

O condomínio Renaissance, localizado na Avenida Darcy Vargas, era um sonho na planta e na propaganda da construtora Civilcorp.  Um paraiso para a classe média - salão de festas, e por aí vai.

Quem caiu nessa história descobriu que não há água na piscina e nem  nas torneiras. Por problemas técnicos, a empresa não conseguiu liberar os poços artesianos coletivos junto a Águas do Amazonas. A causa  é a rede de esgoto, que também não funciona.

Quem comprou lotes no Renaissance descobriu que entrou numa conversa que pode render ainda muitos aborrecimentos. Alguns proprietários estão recorrendo à justiça, engordando o número de processos que a Civilcorp já responde - 49  nos últimos dois anos.

Diante do boom da construção  civil e da oferta de casas e apartamentos pelas construtoras, Manaus se ressente de um órgão fiscalizador, que  preserve o consumidor de aborrecimentos. Precisa da garantias de que não está comprando gato por lebre, diz um dos compradores de apartamento da Civilcorp, que pede para não ter o nome divulgado por causa da ação que move contra a empresa, mas que critica o que chama de "descaso das autoridades".


- Onde anda o Crea-AM, que é quem habilita pessoa jurídica para o exercício de atividades de construção civil e, ao habilitá-la, dá seu aval aos empreendimentos imobiliarios  que anunciam e desenvolvem na cidade ?

Onde anda a prefeitura de Manaus, que e quem dá a última palavra sobre as construções, expedindo o respectivo habite-se, indaga o comprador.

Além do problema da água, há um  muro novo, construido pela Civilcorp. que está caindo e preocupando os proprietários de apartamentos.

 

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