A cesta básica ficou mais cara 1,77% em Manaus no mês de março, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na sua Pesquisa Nacional divulgada nesta segunda-feira. Mas se em Manaus houve alta de preço, em contrapartida o Dieese registrou queda em 11 das 17 capitais, com destaque para recuo de 6,73% em Goiânia. Na cidade de Vitória, o valor dos alimentos de primeira necessidade caiu 2,60%, seguido por Rio de Janeiro (-2,55%) e Porto Alegre (-2,01%).
Já os consumidores do Nordeste e Norte do País pagaram mais pela cesta básica em março. Além da subida de 1,77% em Manaus, os preços avançaram também u 3,60% em Salvador; 2,03% em Aracaju; 1,68% no Recife; e 0,89% em João Pessoa. A menor alta ficou restrita a Natal, onde o preço dos alimentos básicos subiu 0,36% no mês passado.
No acumulado do primeiro trimestre, a cesta básica com a maior queda foi verificada na capital capixaba, com recuo de 5,50%. Goiânia e Porto Alegre foram as cidades onde os preços também caíram: 5,09% e 4,58%, respectivamente, no acumulado de janeiro a março de 2012.
Do total de 17 cidades pesquisadas, no trimestre, o Dieese constatou aumento dos produtos alimentícios básicos em oito capitais, com destaque para Aracaju (5,59%), João Pessoa (5,06%), Recife (3,29%) e Natal (3,13%).
No acumulado dos últimos 12 meses até março, o preço da cesta básica aumentou em 11 cidades. As maiores elevações foram registradas no Recife, com alta de 6,35%, seguida por Belém, com acréscimo de 5,29%, João Pessoa, com +5,20% e, por último, Belo Horizonte, com +4,89%. Em seis capitais, o Dieese verificou variação negativa acumulada entre abril de 2011 e março deste ano. As quedas mais expressivas foram em Natal (-6,75%) e Salvador (-4,01%).
Cesta mais cara Os paulistanos permaneceram no topo do ranking dos consumidores que pagaram mais caro pela cesta básica. Apesar da queda de 1,19% no mês passado, o custo dos alimentos básicos na capital paulista ficou em R$ 273,25, o maior dentre as 17 cidades que fazem parte do levantamento. No primeiro trimestre de 2012, o preço da cesta básica em São Paulo acumula variação negativa de 1,45%, mas, em 12 meses, o aumento é de 2,12%.
O segundo posto ficou com Porto Alegre. Em março, o preço dos produtos alimentícios básicos na capital gaúcha atingiu, em média, R$ 264,19, o que representou uma queda de 2,01% em relação ao registrado em fevereiro.
Em Belo Horizonte e Vitória o preço da cesta básica ficou praticamente o mesmo no mês passado. Enquanto os mineiros tiveram de gastar R$ 260,93 para comprar alimentos de primeira necessidade em março, os capixabas desembolsaram R$ 260,23. Apesar dos valores terem ficado próximos, vale ressaltar que em Belo Horizonte o custo dos alimentos básicos diminuiu 1,27%, enquanto em Vitória a queda foi maior, de 2,60% em março ante fevereiro.
A cidade de Aracaju foi o local onde o preço da cesta básica permaneceu com o menor valor, de R$ 192,41, apesar do aumento de 2,03% apresentado em março. Em seguida, ficou Fortaleza, com R$ 211,39. Na capital do Ceará, no entanto, os alimentos básicos tiveram recuo de 1,33% no mês passado.
Salário mínimo
O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.295,58 em março, a fim de suprir as necessidades básicas dos brasileiros e de sua família. Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 273,25, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,69 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00.
O valor estimado pelo Dieese em março é suavemente menor do que o apurado para fevereiro, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.323,21 ou 3,74 vezes o mínimo atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros era de R$ 2.247,94, o equivalente a 4,12 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545,00.
A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em março deste ano, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior e também em relação a igual período de 2011. Na média das 17 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 84 horas e 53 minutos para realizar a mesma compra que, em fevereiro, exigia a realização de 85 horas e 30 minutos. Já em março de 2011, a mesma compra necessitava de 96 horas e 13 minutos.
