Manaus/AM - O panorama da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 apresentou melhorias na última semana de janeiro, mas o Amazonas, juntamente com Amapá, Pará, Rondônia e Tocantins, ainda registra tendência de aumento. Em contraste, estados do Nordeste, como Paraíba e Maranhão, mostram desaceleração. Os dados são do Boletim Infrogripe, atualizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Entre 1º de janeiro e 1º de fevereiro, foram registrados 1.222 casos de SRAG causados por covid-19, com o coronavírus responsável por mais de 51% dos diagnósticos confirmados. O rinovírus aparece em segundo lugar, representando 19,6% dos casos, principalmente entre crianças e adolescentes. Durante o mesmo período, 710 mortes por SRAG foram registradas no Brasil, das quais 292 foram causadas por covid-19, quase 80% das que tiveram resultado positivo para algum vírus.
Segundo o boletim, a incidência de casos de SRAG por coronavírus é maior em crianças e idosos, com mortalidade mais alta entre pacientes com mais de 65 anos. No entanto, as tendências de curto e longo prazo indicam queda nacionalmente, independentemente da causa. Apesar disso, nove estados, incluindo o Amazonas, mantêm uma tendência de crescimento no longo prazo. Recomenda-se que pessoas com sintomas gripais fiquem em casa e busquem atendimento médico se os sintomas piorarem, além de manter a vacinação em dia.
