Os réus Amarildo da Costa de Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, foram ouvidos pela Justiça do Amazonas, nesta quinta-feira (27). Eles são investigados pelas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em Atalaia do Norte, no Amazonas.
Durante os depoimentos, os réus optaram por ficar em silêncio em relação aos crimes e pediram transferência para presídios no Amazonas. A audiência aconteceu em Tabatinga por videoconferência.
O primeiro a falar foi Amarildo, conhecido como "Pelado", que está em um presídio federal no Paraná. Ele alegou que está há cerca de 1 ano sem ver a família e os advogados e, apesar de saber o motivo de estar preso, ele nega que tenha participação nos assassinatos.
Em outro momento, Amarildo chegou a confessar o crime para a polícia, fato que foi citado pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo a defesa, o réu irá responder as perguntas em outro momento.
Jefferson, conhecido como o "Pelado da Dinha", que está preso na penitenciária federal de Mato Grosso, foi o segundo a ser ouvido. Ele optou por ficar em silêncio em relação aos crimes e alegou que não sabe o motivo de estar em um presídio federal, além de não ter conhecimento sobre as acusações contra ele.
Além disso, ele negou informar o seu endereço e disse que sente falta de sua família. Ele confirmou apenas que tem 3 filhos e mora em Benjamin Constant (AM).
Por último, Oseney, o "Dos Santos", também ficou em silêncio sobre os crimes. Ele respondeu que é pescador, pai de 4 filhos e que morava no Rio Itacoaí, em Atalaia do Norte. O réu também afirmou que só vai falar com a defesa pessoalmente.
Os três foram ouvidos pelo juiz Wendelson Pereira Pessoas, que deu prazo de 10 dias para as alegações finais. O julgamento decide se os réus serão levados a júri popular.

