A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) está propondo a antecipação da campanha de vacinação contra a poliomielite no Amazonas, de agosto para o mês de julho. A medida é preventiva, em função da confirmação de um caso da doença em uma criança na Venezuela, o que desencadeou investigações sobre um surto naquele país.
As autoridades sanitárias locais estão preocupadas com a reintrodução do vírus no Estado, da mesma forma como aconteceu com o sarampo, diante da migração de venezuelanos que entram no Brasil por Roraima e chegam à capital amazonense, para escapar da crise política e econômica no país vizinho.
Técnicos da Susam e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) estão concluindo o planejamento estratégico que será apresentado ao Ministério da Saúde (MS), com foco na intensificação da vacinação de rotina contra a poliomielite e na antecipação da campanha nacional de imunização. Além disso, a intensificação do trabalho de vigilância epidemiológica para identificar casos de pacientes com Paralisia Flácida Aguda (PFA), quadro característico da poliomielite, popularmente conhecida como paralisia infantil.
A meta no Estado é alcançar os 95% de cobertura vacinal definidos pelo MS no caso da poliomielite. O público alvo da campanha contra a pólio são as crianças. A imunização completa se dá em três doses. Os pais devem levar seus filhos aos postos de saúde para iniciar o esquema vacinal, com a primeira dose aos dois meses de vida, a segunda aos quatro meses e a terceira aos seis meses. Além disso, complementa, são necessárias doses de reforços que acontecem em crianças com 15 meses e a última aos 4 anos de idade.
Também chamada de pólio ou paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa, provocada pelo poliovírus. É mais frequente em crianças menores de 4 anos, mas pode atingir os adultos. Na maioria das vezes, o infectado apresenta poucos sintomas, parecidos com os da gripe, febre e dor de garganta, além de infecções gastrintestinais.
Apenas 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, com risco de sequelas permanentes. A pólio causa insuficiência respiratória e, em alguns casos, pode levar à morte. A paralisia, em geral, se manifesta em apenas um dos membros inferiores. O paciente perde a força muscular e os reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

