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Caminhoneiro boliviano pagou US$ 4 mil para piloto trazer dos EUA avião que caiu em Manaus

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O piloto do monomotor Cessna 206, prefixo N209B, o americano John Thompson e o caminheiro Luís Fernando, que seria proprietário do avião que caiu na estrada do Turismo, na última segunda-feira, prestaram depoimento ontem à noite na Superintendência da Polícia Federal.

Sérgio Fontes/Reprodução/CBN Manaus

De acordo com o superintendente da PF, delegado Sérgio Fontes(foto), o caminhoneiro afirmou que comprou o avião em Dallas, nos Estados Unidos e pagou cerca de 4 mil dólares para o piloto Jonh Thompson trazer a aeronave até Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde, segundo ele, seria vendida.

Mas  o superintendente disse  que não ficará apenas com a versão dada nos depoimentos. Até sexta-feira estará encaminhando oficio a polícia americana, solicitando informações da vida pregressa do piloto e do caminhoneiro.

 

“Queremos saber se o caminhoneiro tinha condições de comprar a aeronave, se ele fez saques nos valor da compra. Queremos também informações a respeito  da habilitação do piloto”, disse Fontes, afirmando que a PF  suspeita de que pode haver algo errado, mas terá de investigar.

De acordo com o delegado, como a Bolíviaé o terceiro país maior produtor de droga do mundo e o primeiro em abastecer o Brasil, tem de haver uma suspeita e com certeza haverá uma investigação aprofundada.

Apesar de a princípio o vôo estar todo legalizado e autorizado pela Aeronáutica, um fato chama a atenção de Sérgio Fontes: a compra do avião nos Estados Unidos e a saída   para ser vendido em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

“Isso não é um bom negócio. O custo é alto. Só para o piloto o caminhoneiro pagou quatro mil dólares”, afirmou Fontes, informando que a aeronave antes de cair em Manaus aterrissou em Boa Vista, onde permaneceu mais de 24 horas e foi inspecionada por agentes da Polícia Federal, que constataram estar tudo legalizado com a documentação dos tripulantes.

Fontes disse que o piloto deverá deixar o estado, esses dias, mas o caminheiro, que é o proprietário da aeronave, deverá permanecer para ver o que pode fazer com o que restou do seu bem.

 

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