A Câmara Municipal de Manaus aprovou na tarde dessa segunda-feira, sem emendas, o Plano de Cargo, Carreira e Subsídio (PCCS) dos professores da rede municipal, mas o abono de 10% prometido pelo prefeito Amazonino Mendes para o mês de novembro só deverá ser pago a partir do mês de janeiro de 2012. A questão é que a Prefeitura não dispõe de receita para honrar esse compromisso.
A informação da falta de recurso foi dada durante a reunião das comissões de Constituição, Justiça e Redação, Economia e Orçamento e de Educação, para avaliar o projeto e dar um parecer. Um dos líderes do prefeito na Câmara, vereador Luiz Alberto Carjó (PDT), presidente a Comissão de Economia e Finanças, foi comunicado pelo secretário municipal de Educação, Mauro Lippi, de que a Prefeitura não tinha disponibilidade orçamentária para fazer o pagamento este ano.
Com isso foram derrubadas três propostas de emenda ao projeto. Os vereadores Elias Emanuel e Joaquim Lucena ambos do PSB que pleiteavam o abono de 10% fosse pago de forma retroativo ao mês de outubro, Waldemir José (PT) que o pagamento foi retroativo 1º de novembro e Gilmar Nascimento (PDT) a partir de 1º de dezembro. “Quem nunca errou que jogue a primeira pedra”, disse o vereador Eloi Abreu (PTN), defendendo o secretário Mauro Lippi.
“Não é questão de falta de caráter do secretário, mas uma questão administrativa”, alegou o vereador Dr. Gomes (PSD) também na defesa do secretário. “Estão transformando o secretário em santo, acho que até vou acender uma vela ao São Mauro Lippi”, brincou Wilton Lira (PDT). Já o vereador Homero de Miranda Leão (PHS), admite que houve erros, “mas isso não macula a intenção do prefeito de reconhecer o mérito e a contribuição de cada professor dentro da sala de aula”.
