Manaus/AM - As operações de resgate para localizar Romildo Pereira de Oliveira, de 41 anos, conhecido popularmente como "Moura", entraram no terceiro dia de buscas intensas neste sábado (20). O profissional, experiente em resgates subaquáticos na região, desapareceu enquanto mergulhava no rio Paraná de Nhamundá, na zona rural do município, com o objetivo de recuperar um motor do tipo rabeta que havia afundado. Inicialmente, a procura foi conduzida por familiares e órgãos municipais, mas desde a tarde de sexta-feira (19), mergulhadores especializados do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) assumiram a coordenação dos trabalhos na tentativa de localizar a vítima.
As equipes de resgate enfrentam um cenário de extrema complexidade técnica e riscos naturais no fundo do rio. De acordo com os bombeiros, a visibilidade é quase nula devido à água barrenta e ao processo de enchente do rio, somando-se à presença perigosa de galhadas e entulhos no leito. O mau tempo na região também tem dificultado a continuidade ininterrupta das atividades. Apesar do histórico de Moura como mergulhador experiente em igarapés da região, testemunhas relataram que ele não utilizava equipamentos de segurança adequados no momento do incidente, o que pode ter contribuído para o desaparecimento.
A ausência de uma unidade do Corpo de Bombeiros em Nhamundá e a falta de mergulhadores no grupamento vizinho de Parintins evidenciaram os desafios logísticos para o socorro imediato no interior do estado. Atualmente, o caso está sendo acompanhado de perto pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia de Nhamundá, que investiga as circunstâncias exatas do ocorrido. Enquanto as buscas submersas persistem, a comunidade local e os familiares mantêm a esperança por notícias, acompanhando o esforço das autoridades que se concentram no perímetro onde o mergulhador foi visto pela última vez.



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