A segunda denúncia contra o ginecologista Edson Cavalcante aconteceu no dia 27 de abril de 2004, quando A.C.M.C entregou uma carta-denúncia à direção do Santo Alberto. “O que aconteceu foi o seguinte: quando eu estava na posição para o exame, o ginecologista Edson Batista Cavalcante beijou minhas partes íntimas. Este fato é lamentável e gostaria a (sic) providência da direção para o ocorrido”, escreveu na carta. Ela foi ouvida por três médicos do hospital. Contou ser paciente do médico desde 1997 e mesmo quando ele começou com “brincadeirinhas”, do tipo “minha bichinha”, “minha pretinha”, ou “como você é linda, quando vamos casar?”, ela sempre voltava, por considerá-lo um bom profissional. Além disso, sempre conseguia consulta com ele, ao contrário de outros que teria de esperar por muitos dias ou semanas.
De acordo com A.C.M.C, naquele 27 de abril, sábado de manhã, já deitada para fazer o exame, Edson Cavalcante falou “ah, minha bichinha, tão bonitinha” e beijou sua vagina. Ela explicou como foi esse beijo: “Foi fora, em cima, não foi dentro, foi uma coisa rápida”. O médico, ainda de acordo com A.C.M.C, também costumava dizer que ela era como uma filha. Naquele dia, quando terminou o exame, ele pediu um abraço, disse “para com isso, me abraça aqui”, que deixasse de ‘besteira”. E quando ela disse “tchau’, ele respondeu: “Boa noite, minha filha”.
Já o terceiro caso foi denunciado pelo Ministério Público Estadual, em 1º de abril de 2009. Dessa vez, a queixosa foi A.L.F.S, de 39 anos, divorciada, mãe de dois filhos, que chegou ao consultório médico por volta das 9h, para fazer exame preventivo.
De acordo com A.L.F.S, o médico perguntou há quanto tempo ela não fazia sexo, tendo como resposta um “muito tempo”. Ao fazer o exame, ela diz ter percebido que ele “alisava a região” da sua vagina, enquanto afastava os primeiros lábios. Tocou o clitóris como se o estivesse “estimulando”, e ainda disse que parecia ‘um pequeno pênis”. Coletou o material. Depois retirar o espéculo da sua vagina, colocou ali o dedo indicador. Como ela falou que estava com problema de incontinência urinária, ele passou a explicar como proceder no caso (contraindo a musculatura) e continuou com o dedo na vagina. Depois colocou “mais um ou dois dedos”, dizendo que “só um dedo era pouco”.
Para examinar as mamas, ele ficou de pé (a posição correta é deitada), de forma que as pernas de ambos se tocassem. Alisou o mamilo esquerdo. O bico do seio ficou excitado e ele disse: “Tá funcionando”. A.L.F.S afirmou ter ficado tão desnorteada que sequer conseguia olhar para o médico. Entendeu que estava sendo vítima de abuso sexual. Edson Cavalcante disse que se ela ficasse muito tempo sem fazer sexo, ficaria “amargurada”. No depoimento, afirmou ter chorado muito, sem entender o motivo do abuso, porque se considerada “uma senhora recatada” e nunca deu margem para tal atitude.
Como das outras vezes, o médico negou a denúncia. Sua secretária, Márcia Castro Guimarães, confirmou o depoimento do médico e declarou que assistiu todo o procedimento do exame, sem nenhuma anormalidade. É normal perguntar, por exemplo, quando aconteceu a última relação sexual e quando menstruou, para o exame preventivo. Outros médicos que prestaram depoimento como testemunhas, declararam nada ter escutado ou visto nada de estranho no consultório do colega, que fica a poucos passos de onde eles trabalham . A.L.F.S só fez a denúncia por sugestão de uma terapeuta.
Homem inocente
A defesa de Edson Cavalcante sustenta que seu cliente é inocente de todas as três acusações. No dia 25 de maio de 2009, os advogados Gilson Reis de Souza e Luciano Oliveira de Avelino, entraram na Justiça com pedido de “extinção de punibilidade do denunciado”, ou ser “absolvido da prática que lhe é imputada, pela absoluta improcedência da peça acusatória”. “Estão acusando um homem inocente. É homem de moral, casado com a mesma mulher há 35 anos, pai de quatro filhos, todos maiores, capazes, independentes e profissionais, avô de cinco netos, amigo de seus amigos e seus inimigos também”, afirmam na petição à Justiça.
Em depoimentos depois da primeira denúncia, o ginecologista insistiu que mantém uma postura independente no Santo Alberto e esse fato tem provocado várias discussões, inclusive com “troca de insultos”. Os advogados falam em “farsa tramada” para desmoralizar o ginecologista e apontam “coincidências” nas acusações de atento violento ao pudor e a posição do cliente em relação à administração do Santo Alberto.
Perdeu o prazo
O CRM arquivou o processo contra Edson Cavalcante, em 20 de janeiro de 2004, da mesma forma como o fez a Justiça, com parecer do Ministério Público, porque D.B.B não registrou a queixa-crime no prazo de seis meses, como manda a lei. O ginecologista foi indiciado pelo crime de atentado violento ao pudor (artigo do 214 do Código Penal Brasileiro). No dia 29 de setembro de 2009, ele recebeu o Mandado de Citação, ficando ciente da ação movida contra ele pela Justiça Pública. O processo 001.09.236277-0, tramita na 1ª Vara Criminal do Fórum Ministro Henoch Reis.Novo mandado de citação foi encaminhado ao médico na semana passada.
De acordo com A.C.M.C, naquele 27 de abril, sábado de manhã, já deitada para fazer o exame, Edson Cavalcante falou “ah, minha bichinha, tão bonitinha” e beijou sua vagina. Ela explicou como foi esse beijo: “Foi fora, em cima, não foi dentro, foi uma coisa rápida”. O médico, ainda de acordo com A.C.M.C, também costumava dizer que ela era como uma filha. Naquele dia, quando terminou o exame, ele pediu um abraço, disse “para com isso, me abraça aqui”, que deixasse de ‘besteira”. E quando ela disse “tchau’, ele respondeu: “Boa noite, minha filha”.
Já o terceiro caso foi denunciado pelo Ministério Público Estadual, em 1º de abril de 2009. Dessa vez, a queixosa foi A.L.F.S, de 39 anos, divorciada, mãe de dois filhos, que chegou ao consultório médico por volta das 9h, para fazer exame preventivo.
De acordo com A.L.F.S, o médico perguntou há quanto tempo ela não fazia sexo, tendo como resposta um “muito tempo”. Ao fazer o exame, ela diz ter percebido que ele “alisava a região” da sua vagina, enquanto afastava os primeiros lábios. Tocou o clitóris como se o estivesse “estimulando”, e ainda disse que parecia ‘um pequeno pênis”. Coletou o material. Depois retirar o espéculo da sua vagina, colocou ali o dedo indicador. Como ela falou que estava com problema de incontinência urinária, ele passou a explicar como proceder no caso (contraindo a musculatura) e continuou com o dedo na vagina. Depois colocou “mais um ou dois dedos”, dizendo que “só um dedo era pouco”.
Para examinar as mamas, ele ficou de pé (a posição correta é deitada), de forma que as pernas de ambos se tocassem. Alisou o mamilo esquerdo. O bico do seio ficou excitado e ele disse: “Tá funcionando”. A.L.F.S afirmou ter ficado tão desnorteada que sequer conseguia olhar para o médico. Entendeu que estava sendo vítima de abuso sexual. Edson Cavalcante disse que se ela ficasse muito tempo sem fazer sexo, ficaria “amargurada”. No depoimento, afirmou ter chorado muito, sem entender o motivo do abuso, porque se considerada “uma senhora recatada” e nunca deu margem para tal atitude.
Como das outras vezes, o médico negou a denúncia. Sua secretária, Márcia Castro Guimarães, confirmou o depoimento do médico e declarou que assistiu todo o procedimento do exame, sem nenhuma anormalidade. É normal perguntar, por exemplo, quando aconteceu a última relação sexual e quando menstruou, para o exame preventivo. Outros médicos que prestaram depoimento como testemunhas, declararam nada ter escutado ou visto nada de estranho no consultório do colega, que fica a poucos passos de onde eles trabalham . A.L.F.S só fez a denúncia por sugestão de uma terapeuta.
Homem inocente
A defesa de Edson Cavalcante sustenta que seu cliente é inocente de todas as três acusações. No dia 25 de maio de 2009, os advogados Gilson Reis de Souza e Luciano Oliveira de Avelino, entraram na Justiça com pedido de “extinção de punibilidade do denunciado”, ou ser “absolvido da prática que lhe é imputada, pela absoluta improcedência da peça acusatória”. “Estão acusando um homem inocente. É homem de moral, casado com a mesma mulher há 35 anos, pai de quatro filhos, todos maiores, capazes, independentes e profissionais, avô de cinco netos, amigo de seus amigos e seus inimigos também”, afirmam na petição à Justiça.
Em depoimentos depois da primeira denúncia, o ginecologista insistiu que mantém uma postura independente no Santo Alberto e esse fato tem provocado várias discussões, inclusive com “troca de insultos”. Os advogados falam em “farsa tramada” para desmoralizar o ginecologista e apontam “coincidências” nas acusações de atento violento ao pudor e a posição do cliente em relação à administração do Santo Alberto.
Perdeu o prazo
O CRM arquivou o processo contra Edson Cavalcante, em 20 de janeiro de 2004, da mesma forma como o fez a Justiça, com parecer do Ministério Público, porque D.B.B não registrou a queixa-crime no prazo de seis meses, como manda a lei. O ginecologista foi indiciado pelo crime de atentado violento ao pudor (artigo do 214 do Código Penal Brasileiro). No dia 29 de setembro de 2009, ele recebeu o Mandado de Citação, ficando ciente da ação movida contra ele pela Justiça Pública. O processo 001.09.236277-0, tramita na 1ª Vara Criminal do Fórum Ministro Henoch Reis.Novo mandado de citação foi encaminhado ao médico na semana passada.



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