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Baixa vacinação em fronteiras do Amazonas pode ampliar entrada de variantes da Covid-19

Baixa vacinação em fronteiras do Amazonas pode ampliar entrada de variantes da Covid-19
Baixa vacinação em fronteiras do Amazonas pode ampliar entrada de variantes da Covid-19

Manaus/AM - As falhas no processo de vacinação contra a Covid-19 em áreas de fronteiras como na cidade amazonense de Tabatinga, na tríplice fronteira com Colômbia e Peru, torna essas áreas vulneráveis para a entrada de novas variantes e o espalhamento do vírus do Covid entre todo o país.

O alerta é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no levantamento do painel MonitoraCovid-19, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), divulgado hoje.

No estudo, outras áreas de fronteira com as mesmas falhas foram indicadas também nos estados de Rondônia que faz fronteira com a Bolívia, Roraima com a Venezuela e Guiana, e todo o estado do Amapá na fronteira com a Guiana Francesa.

Na verdade, segundo a Fiocruz, a campanha de vacinação contra a Covid-19 vem sendo marcada por desigualdades sociais no processo que atingem o território brasileiro.

E os fatores sociais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo, além de aspectos ligados à renda e localização geográfica, estão associados à essa situação de baixa vacinação.

Na nota técnica 23 do Monitora Covid-19, os pesquisadores observam que o IDH ajuda a qualificar a desigualdade da vacinação no país. Locais com baixo índice de desenvolvimento têm taxas de cobertura mais baixas, informa o estudo.

Na comparação entre os municípios considerando o tipo da dose (primeira, esquema completo e reforço), o IDH e o tamanho da população residente nestas cidades, observou-se uma queda de quase 20% na cobertura da primeira dose, de acordo com o nível de desenvolvimento dos municípios.

De acordo com a nota: “na primeira dose, o grupo de municípios com IDH muito alto apresentava, no último dado disponível, percentual de imunização de cerca de 80%, enquanto no grupo de municípios com IDH baixo, esse percentual é de 60%. Na segunda dose, o grupo de municípios com IDH muito alto apresenta cerca de 70% da população com esquema vacinal completo, enquanto no grupo de municípios com IDH baixo, é cerca de 50%.

Em relação à terceira dose, o grupo de municípios com IDH muito alto apresenta cerca de 10% da população imunizada; no grupo de municípios com IDH baixo esse percentual é de somente 2,5%”.

A nota aponta que algumas regiões como a Norte, têm uma parte expressiva de seu território abaixo dos índices ideais de vacinação.

"Enquanto as regiões Sul e Sudeste apresentam elevado percentual da população imunizada, áreas da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda apresentam bolsões com baixa imunização para Covid-19. Se considerarmos como um cenário de segurança, a vacinação com esquema completo acima de 80%, temos no Brasil apenas 16% dos municípios nessa situação”, aponta o documento.

O pesquisador do MonitoraCovid-19, Diego Xavier, disse que apesar do componente longevidade considerado no IDH poder ter inflacionado o percentual de população coberta, passados quase um ano do início da campanha de imunização e o avanço da vacinação para as demais faixas etárias, é pouco provável que este fator tenha influência sobre a cobertura vacinal

“O IDH nesse caso representa um conjunto de fatores que podem prejudicar a vacinação em municípios com desigualdades estruturais, inclusive do sistema de saúde local”, completou.

Os especialistas da Fiocruz afirmam que, além da necessidade de aceleração da aplicação das segundas doses do esquema vacinal e da aplicação da dose de reforço, as medidas de prevenção como o uso de máscaras, de preferência nos modelos PFF2 e N95, além da não recomendação de realização de eventos de grande porte, capazes de gerar aglomerações.

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