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Atuação integrada destrói dragas ilegais e freia rota do tráfico na Amazônia Ocidental

Atuação integrada destrói dragas ilegais e freia rota do tráfico na Amazônia Ocidental
Atuação integrada destrói dragas ilegais e freia rota do tráfico na Amazônia Ocidental

Manaus/AM - O Comando Conjunto APOENA apresentou nesta terça-feira (3) o balanço das ações da Operação Ágata Amazônia – APOENA 2025, que resultou em importantes avanços no combate a crimes ambientais e ao narcotráfico na região da Amazônia Ocidental, entre os meses de março e junho.

A operação neutralizou dezenas de estruturas utilizadas em atividades de garimpo ilegal, atingindo diretamente uma das principais frentes de degradação ambiental na floresta amazônica. Além disso, a atuação integrada das Forças Armadas com agências governamentais resultou na repressão a diversos delitos transfronteiriços, especialmente relacionados ao tráfico de drogas.

Foto: Jander Robson/ Portal do Holanda

"A gente sabe que tem alguns eixos da atividade criminosa principais aqui na região amazônica, principalmente o tráfico de drogas, o garimpo legal com a presença de dragas que poluem bastante o nosso risco, eventualmente também os crimes ambientais no tocante à extração de maneira (...) Então nós planejamos essa operação para atuar efetivamente na fronteira os nossos meios, tanto as forças militares quanto as agências se posicionaram bem mais próximos à fronteira e nós conseguimos aí um resultado efetivo que tem uma série de itens destacando a destruição de 26 dragas no lado brasileiro, 8 dragas do lado colombiano", relatou o Comandante do 9° Distrito Naval, Vice-Almirante João Alberto de Araujo Lampert.

Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

"É a primeira vez que a gente teve uma ação coordenada, conjunta, sinérgica ao longo do tempo e nós tivemos também pontualmente algumas apreensões de drogas, em especial São Gabriel da Cachoeira e Benjamin Constant", acrescentou. Outro destaque foi a realização da Operação Espelhada, em cooperação com a Colômbia, reforçando a fiscalização e segurança na faixa de fronteira.

Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

"O trabalho de inteligência é muito importante, a gente sabe das estruturas, robustas que esse crime organizado tem, e é especial nos nossos países vizinhos com presença, isso já é conhecido, esse histórico dessa presença em países vizinhos, e a gente sabe que a região amazônica, o Brasil, acaba sendo uma rota geográfica desses descaminhos, tanto o tráfico de drogas, quanto também os ilícitos de garimpo, de recursos, de armamento, a gente sabe que isso eventualmente é uma rota. Então a nossa presença, principalmente aqui no lado brasileiro, é para coibir ou reduzir ainda mais esse fluxo desses ilícitos que existem na nossa região", disse Lampert.

 A Polícia Federal destacou o trabalho estratégico de repressão aos crimes ambientais, especialmente no combate à extração ilegal de ouro no estado do Amazonas. "A Polícia Federal já tem um trabalho constante relacionado à repressão aqui nos ambientais, primordialmente voltada à extração mineral e sabemos que há um problema complexo com a extração mineral de ouro no estado do Amazonas. A Polícia Federal já identificou mais de 300 dragas exclusivamente voltadas para a extração de ouro e há um trabalho de inteligência constante. Sabemos que o estado, um estado imenso, não há com o nosso efetivo nesse momento de abarcar todas as áreas sem esse trabalho de inteligência. Então dentro da operação Ágata nós contamos com a inteligência da Polícia Federal juntamente com os órgãos parceiros e a inteligência da força conjunta das forças armadas para mapear essas dragas na região onde haveria a operação. Especificamente na região do Japurá nós identificamos antes da operação iniciar mais de 100 dragas. Nesse momento foi representado a Agência Federal com o apoio do Ministério Público Federal para a busca e a apreensão dentro dessas estruturas criminosas que são valiosas, valem cerca de 2 ou 3 milhões cada estrutura dessa e cumprimos com a aval da Agência Federal essas buscas e apreensões relacionadas a essas dragas, voltadas para minera de ouro", detacou o delegado da PF, Paulo Roberto Marques.

As ações também fortaleceram a soberania nacional na região e proporcionaram apoio cívico-social e hospitalar às comunidades indígenas e ribeirinhas, garantindo assistência médica e social em áreas de difícil acesso.

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