Um taxista é encontrado morto no porta-malas de seu carro. Peritos recolhem digitais no interior do veículo e levam para o laboratório, depois comparam com digitais das pessoas registradas como portadoras de carteira de identidade. O criminoso é identificado . Não se trata de nenhum serieado americano, mas um trabalho da policia do Amazonas. O acusado foi condenado a 31 anos de prisão.
Manaus - O juiz Carlos Zamith de Oliveira Júnior, da 8ª Criminal, condenou Fabiano Melo de Vasconcelos, 19, o “Fafa”, a 31 anos de reclusão em regime fechado por participar do latrocínio (roubo seguido de morte) que teve como vítima o taxista Jocimar Pantoja Ramalho, 33 anos, morto no dia 17 de novembro do ano passado e encontrado no porta-malas do táxi que tinha emprestado para trabalhar, na Rua Rei Davi, Alfredo Nascimento, Zona Norte de Manaus.
A condenação de Fabiano, no último dia 6 deste mês, ocorreu graças a sua identificação por meio de digitais encontradas no porta-malas do carro da vítima, um GM/Agile.
Policiais da Delegacia de Homicídios e Sequestros, que investigaram o caso, realizaram um trabalho em parceria com os peritos criminais do Instituto de Criminalística. As digitais foram comparadas com os registros dos milhares de portadores de carteira de identidade no Amazonas e eram compatíveis com o registro de Fabiano.
O crime
Por volta das 6h do dia 22 de novembro do ano passado, o corpo do taxista Jocimar Pantoja Romário, 32, foi encontrado dentro do porta-malas de um táxi, modelo GM/Agile de placas OAJ 0329, na rua Rei Davi, bairro Alfredo Nascimento, Zona Norte de Manaus.
O carro pertencia ao sogro de Jocimar. O taxista teria emprestado o veículo para trabalhar por volta das 23h. O corpo foi encontrado por populares, com um tiro na cabeça e com as mãos amarradas.

