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Às vésperas do Dia dos Pais, Defensoria alerta sobre reconhecimento de paternidade

Às vésperas do Dia dos Pais, Defensoria alerta sobre reconhecimento de paternidade
Às vésperas do Dia dos Pais, Defensoria alerta sobre reconhecimento de paternidade

Manaus/AM - De janeiro de 2018 a dezembro de 2021, no Amazonas, 23.572 crianças foram registradas só com o nome da mãe, de acordo com a Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas (Anoreg/AM). 

E a região Norte do País é a que concentra maior número de pais ausentes em relação ao total de registros (10%), seguida do Nordeste (7%), Centro-Oeste e Sudeste (6%) e Sul (5%). No País inteiro, são 56.931 crianças que crescerão sem a figura paterna. 

Às vésperas do Dia dos Pais, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), incentiva o reconhecimento de paternidade, integrando um movimento reunindo as Defensorias Públicas de todo o País, com a realização de mutirão de atendimentos com foco nesse serviço. 

No Amazonas, a ação foi realizada em Manaus, na sede da DPE-AM e resultou 400 atendimentos, informa a defensora pública Hélvia Castro, coordenadora da área de Família da DPE.

Hélvia explica que o reconhecimento voluntário é “super simples”, quando não é necessário ingressar com uma ação judicial. “O pai pega a declaração de nascido vivo do filho na maternidade e vai ao cartório de registro de pessoas naturais e efetua o registro. Ou então, mesmo já havendo o registro, feito só pela mãe, o pai pode ir ao cartório e registrar depois também de forma voluntária, informando a razão. Contudo, se o filho já tem pai registral ou se tem alguma dúvida sobre a paternidade biológica, aí sim, tem que ingressar com uma ação de investigação de paternidade”, revela.

A defensora afirma que nome é um direito da personalidade e como tal protegido, pois individualiza a pessoa, distinguindo-a de outras. Consubstancia-se no direito de conhecer sua origem, sua ancestralidade, sua ascendência. Além disso, o reconhecimento de paternidade garante ao filho a possibilidade de conviver com o pai, manter com este uma relação paterno filial saudável, de amor, afeto e solidariedade familiar, bem como as consequências lógicas da filiação, como direito aos alimentos e condição de herdeiro necessário.

Hélvia esclarece ainda que mesmo durante a ação judicial, na primeira audiência, ainda há a possibilidade de reconhecimento voluntário e o processo pode ser encerrado nesse momento. “Caso não haja esse reconhecimento voluntário, aí sim, é realizado um exame de DNA”, disse.  

Na DPE-AM, o atendimento para reconhecimento de paternidade é realizado pelas Defensorias de Família. Para esse serviço, é preciso agendar o atendimento por meio do Disk 129, serviço telefônico gratuito que funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h.

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