Artistas indígenas do Amazonas são escolhidos entre artistas do Brasil e do mundo para expor suas artes no catálogo “Histórias da Dança” do Museu de Arte de São Paulo (MASP), e recebem reconhecimento no Brasil todo.
O resultado desse processo seletivo podem ser conferidos por todos no catálogo oficial dessa exposição, que foi divulgada no final de 2020 e que está disponível nos sites da Loja MASP. Lá são encontradas as obras dos artistas um Wanano e a outra Apurinã, incluindo a obra “Escudo de Dança”, de Dhiani Pa’saro.
A obra “Escudo de Dança” é a represantação de um objeto de dança da etnia Wanano, do artista de mesma etnia, é usada pelo cacique durante festas e rituais importantes da tribo.
A artista Sanipã, de etnia Apurinã, também está presente na publicação MASP. “Estou muito feliz com mais essa vitória de poder levar ao conhecimento de todos a minha cultura, meus mitos e minha arte para um público que não me conhece e não conhece minha história. Isso me motiva a produzir mais e sobreviver da minha arte”, declarou Sãnipã que também recebeu no ano passado o Prêmio Aquisição da Bienal Naifs do Brasil de 2020, pela obra ‘Totem Apurinã Kamademi’.
Os dois artistas são representados pela Manaus Amazônia Galeria de Arte, colaborando com a publicação do MASP. Com a estreia dos artistas no museu de São Paulo, o registro histórico se torna ainda mais valioso para a história da arte brasileira. Já que o MASP contém as maiores e mais importantes artes ocidentais do hemisfério sul e da América Latina.


