A morte de mais duas pessoas por dengue - Nicaio César Nogueira e Maria de Lourdes Ribeiro Souza - elevando para oito o número óbitos no Amazonas , fez acender mais uma vez o sinal vermelho na área da saúde. O combate à doença, para a qual não há vacina nem tratamento especifico, no entendimento de especialistas depende muito mais da população do que das ações de governo. O mosquito geralmente está dentro de casa, no quintal ou áreas vizinhas. Sua proliferação é produto do descuido ou desconhecimento das pessoas sobre os riscos que ele representa.
O governo do Amazonas e a prefeitura de Manaus estão com campanhas de conscientização na rua, e colaboram com os fumacês, mas a estrutura de saúde disponibilizada é precária para o atendimento a grande demanda de doentes. A cidade já vive, segundo especialistas, uma epidemia.
A vantagem - se é que se pode dizer isso - é que um doente não transmite a infecção para outra pessoa. Apenas pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti podem manifestar sintomas.
Enquanto as mortes acontecem e são noticiadas pela imprensa, parte da população parece impassível. Garrafas petes e pneus velhos continuam sendo jogados no meio da rua, piscinas não são esvaziadas, tanques de água nas casas geralmente não possuem tampas.
O caso parece de difícil solução. Primeiro, porque para conter a doença é necessário reeducar a população; Segundo, porque apesar da publicidade dada ao problema, muita gente ainda parece desconhecê-lo ou ignorá-lo. O uso maciço da televisão, do rádio e das redes sociais neste momento, para esclarecer e alertar a população sobre o problema, parece ser mais eficaz do que os fumacês que destroem temporariamente os mosquitos, mas também são um grande incômodo, além de oferecerem risco à saúde.
A hora parece de ser de mobilização geral, E governo do Estado e a prefeitura de Manaus podem fazer isso,convocando inclusive os estudantes e professores para um mutirão contra a dengue. Um dia de luta para que dias de luto sejam evitados.

