Após ser alvo da PF, Carlos Almeida explica flagra do JN: imagens editadas

Por Portal do Holanda

28/10/2020 13h01 — em Amazonas

Defesa do vice-governador abordou ligação com a Secretaria de Saúde e utilização de escritório de advocacia para reuniões. Foto: Reprodução

Manaus/AM - Em pronunciamento realizado na tarde desta quarta-feira (28), o vice-governador Carlos Almeida (PTB) apresentou sua versão dos fatos apurados pela Operação Sangria, que investiga o superfaturamento na compra de respiradores pelo Governo do Amazonas para tratamento de Covid-19, e divulgadas pela imprensa nacional.



A primeira manifestação de Almeida após saída da Casa Civil se deteve em dois pontos: a relação com a Secretaria de Saúde do Amazonas e a suposta utilização de um escritório de advocacia para repasse de propinas.

"De abril de maio 2020 fui Secretário da Casa Civil, exercendo articulação dela exigida com parlamentares, prefeitos, instituições e poderes públicos, como também exerci as funções de secretário de governo inerente àquele pasta, a exigir interlocução com as demais secretarias do Executivo", relatou. "O exercício de minhas atividades exigia contato permanente com integrantes de todas as secretarias do estado mas, nem por isso, houve qualquer intromissão em assuntos de cada pasta".

O vice-governador afirma que, desde sua exoneração da Casa Civil em maio, não utiliza as dependências do local para reuniões. Por isso, solicitou que as reuniões sobre medidas de governo fossem realizadas com secretários no escritório de um amigo.

Almeida afirmou ainda que as imagens divulgadas no Jornal Nacional do dia 19 de outubro, que comprovariam a presença dele em escritório para repasse de propinas são, na verdade, registros de uma reunião na sede da Rede Amazônica realizada em maio deste ano.

"As imagens foram editadas para insinuar que se referem ao mesmo dia, embora tenha acontecido em ocasiões diferentes", argumentou. "Ao contrário do que se insinua, nunca usei o escritório do edifício Fórum Business para encontros ilícitos".

Nas imagens, Almeida aparece segurando uma bolsa na qual teria guardado o dinheiro. "Há pelo menos oito anos controlo minha alimentação, e ando com uma lancheira diariamente. A mesma lancheira aparece em imagens relativas a diversos momentos de minha atuação profissional".

"Confio na justiça, e como todo amazonense, espero que a verdade sobre os fatos seja esclarecida e os culpados sejam identificados e devidamente responsabilizados", finalizou.