Como a expansão urbana prejudica as populações de Saguinus bicolor, o sauim-de-coleira, espécie ameaçada de extinção que ocorre apenas em Manaus e arredores. Esse é o tema da próxima edição do Ciência às 7 e meia, nesta quarta no Teatro Direcional. A entrada é gratuita e haverá distribuição de brindes aos participantes.
O palestrante será o biólogo Marcelo Gordo, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas, mestre em Biologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e doutor em Zoologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. Tem experiência na área de Ecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Amazônia, Saguinus bicolor, conservação, herpetofauna e primatas.
O sauim-de-coleira é um importante dispersor de sementes, na medida que os frutos são um dos seus principais alimentos. Também chamado de sagui, pertence à família de menores primatas do mundo. Os adultos medem de 28 a 32 centímetros de comprimento da cabeça ao tronco, possuem uma cauda fina de 38 a 42 centímetros e pesam entre 450 e 550 gramas.
Curiosidade
Na Reserva Florestal Adolpho Ducke, pesquisadores viram um gato-maracajá tentando se alimentar de um sauim-de-coleira. Para atrair o sauim, o gato-maracajá imitava o som de um filhote. No entanto, os bandos de sauins contam com um macho sentinela sempre atento a qualquer ameaça ao seu bando. Neste caso, o sentinela percebeu que o som fora produzido por um felino e imediatamente gritou para que o bando fugisse.
A perda de florestas urbanas e do entorno da cidade tem afetado gravemente as populações de animais, especialmente o Sauim-de-Coleira. As ruas, avenidas e estradas acabam se tornando barreiras para a movimentação dos animais, o que vem acarretando a morte por atropelamento de sauins e de várias outras espécies silvestres. Sauins são também agredidos por cães e gatos domésticos, atingidos por pedras atiradas com baladeiras e até mesmo morrem eletrocutados em fios elétricos.
A ecóloga Fernanda Meirelles, do Musa, explica que o sauim-de-coleira é um importante dispersor de sementes, na medida que os frutos são um dos seus principais alimentos. "Ele também consome gomas de árvores, néctar, flores, ovos e, ocasionalmente, filhotes de aves", completa. Também chamado de sagui, pertence à família de menores primatas do mundo.
Sobre o Ciência às 7 e meia
Parceria entre o Musa e o Teatro Direcional, o "Ciência às 7 e meia" leva ao teatro palestras e oficinas sobre temas científicos apresentadas em linguagem descontraída e com uso de imagens e recursos audiovisuais. O projeto tem a intenção de mostrar ao público aspectos da ciência às vezes pouco conhecidos: o prazer da descoberta, as dificuldades da pesquisa, a beleza escondida onde menos se espera. Além de apreciar belas imagens, o público terá a chance de ouvir relatos mais pessoais sobre como é fazer pesquisa, especialmente na Amazônia. "Ciência às 7 e meia" acontece toda última quarta-feira do mês no Teatro Direcional com entrada gratuita.

