Manaus/AM - A conferência promovida nesta semana pelo Governo do Amazonas, “Amazonas Óleo, Gás e Energia – 2024”, busca atrair investidores interessados no setor de Petróleo e Gás, destacando incentivos fiscais e políticas governamentais para o desenvolvimento. O evento teve participação da Petrobras, que explora o ramo em Coari, o Grupo Atem, que tem projeto de produção em São Sebastião do Uatumã, e da Eneva, que atua em Silves e Itapiranga.
A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) planeja investir R$ 87 milhões em 2024 para expandir o sistema de distribuição de gás natural. Isso inclui a construção de 35 km de gasodutos em Manaus, além de obras nos próximos dois anos. O investimento faz parte do plano de negócios quinquenal (2024 a 2028) da empresa, aprovado pelo seu Conselho de Administração no final do ano passado. Atualmente, a rede de distribuição existente abrange 284 quilômetros de extensão.
O Secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás, Ronney Peixoto, enfatizou a parceria da Cigás no evento e seu papel importante na segurança energética do estado por meio da distribuição de gás natural. Ele destacou a capacidade da empresa de ampliar seus serviços para empresas, residências e veículos, ressaltando que o Amazonas avança na transição energética.
O diretor-presidente da Cigás, Heraldo Câmara, anunciou que o investimento deste ano permitirá o início das obras do gasoduto Aparecida-Mauá (Anel Norte-Leste). Esse projeto visa interligar o sistema de distribuição de gás natural de Aparecida ao de Mauá, aumentando a capacidade e a flexibilidade operacional da rede de distribuição de gás natural (RDGN) na região.
A participação da Cigás no evento inclui painéis, exposições e mesas-redondas para promover seus serviços e os avanços do mercado de gás natural no Amazonas.
O Amazonas tem a segunda maior reserva de gás natural do Brasil, com 10,4%, atrás dos 62,8% do Rio de Janeiro e na frente de São Paulo e Maranhão, que têm 7,3% cada



