Conforme o cardiologista do hospital, Jaime Arnez, a realização do procedimento de alta complexidade exige que as unidades de saúde tenham estrutura adequada, corpo clínico e equipe cirúrgica especializada, o que é plenamente disponibilizado na sala de Hemodinâmica do HUFM. Segundo Arnez, a VMPB é mais simples que uma cirurgia, já que não há necessidade da abertura do peito do paciente.
“Apesar do nome complexo, a VMPB é um procedimento minimamente invasivo que não leva cortes nem pontos de sutura. A intervenção é feita com o uso das veias e/ou artérias como vias de acesso para chegar ao coração e tratar as válvulas comprometidas”, detalha o cardiologista. “Utilizando um sistema de cateteres, agulhas e um balão, a válvula é estreitada, o que evita uma cirurgia cardíaca”.
Arnez afirma que, se não houver qualquer tipo de intercorrência ou complicação durante o processo, o paciente submetido à VMPB pode receber alta no dia seguinte. Os índices apontam, detalha o cardiologista, que nem todos os pacientes com problemas valvulares se beneficiam deste tipo de procedimento. Porém, ele ressalta que os melhores resultados têm sido obtidos por meio do novo método.
“As cirurgias cardíacas nunca perderão espaço no que diz respeito ao tratamento das doenças do coração. No entanto, a VMPB já é consagrada, mundialmente, na comunidade médica como uma alternativa bastante eficaz desde que o paciente preencha os critérios ecocardiográficos muito bem definidos”, salienta o cardiologista.
No Amazonas, o procedimento foi realizado pela primeira vez no último sábado (5), em uma paciente do sexo feminino em tratamento no HUFM. De acordo com Arnez, ela apresentava diagnóstico de Estenose Mitral Severa, considerado um estreitamento crítico da válvula mitral, o qual exigia indicação cirúrgica. O procedimento foi feito com sucesso e a paciente passa bem, informa Arnez.

