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Amazonas tem 361 áreas de risco deslizamentos e alagamentos, diz CPRM

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Amazonas tem 361 áreas de risco deslizamentos e alagamentos, diz CPRM
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Por Ana Celia Ossame, especial para Portal do Holanda

 

O Estado do Amazonas tem 361 áreas de risco geológico ou hidrológico, algumas com risco alto e muito alto, cujas consequências podem afetar a vida de mais de 105 mil pessoas com deslizamentos de terras relacionados ao fenômeno de terras caídas e alagamentos por enchentes, de acordo com levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM).

Na noite do último sábado (30), uma pessoa morreu, 10 ficaram feridas e quatro estão desaparecidas após um deslizamento de terra que atingiu a comunidade do Arumã, no município de Beruri.

Ao todo, o Amazonas tem 61 cidades onde o SGB-CPRM identificou essas 361 áreas de alto risco, das quais 119 delas estão relacionadas ao fenômeno de terras caídas, onde residem cerca de 30 mil pessoas.

O risco deslizamento na Vila do Arumã, em Beruri, onde ocorreu o desmoronamento da área já havia sido apontado em relatório feito em 2014, segundo a geóloga Jussara Cury Maciel, pesquisadora em geociências do SGB/CPRM, vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), para a identificação e classificação de áreas de alto e muito alto risco geológico.

De acordo com ela, há relatórios apontando também riscos em Tonantins, Manacapuru e nos demais municípios, assim como indicação de medidas necessárias para conter os processos e evitar desastres como o ocorrido no último sábado.

Jussara chamou a atenção para a ocupação das orlas que sofrem processos de erosão durante a vazante por conta da água acumulada, que pressiona o solo.

No relatório, emitido pelos pesquisadores do SGB, a comunidade, que fica localizada na margem direita do rio Purus, em Terra Firme, foi mapeada e a área identificada como de risco era menor em relação à dimensão atual, afetada por um grande deslizamento no último dia 30 de setembro, informou o órgão.

Tanto a avaliação sobre o risco quanto o relatório do SGB foi encaminhado às autoridades locais naquele ano, também contemplava sugestões de intervenções.

Entre as recomendações dos pesquisadores do SGB/CPRM responsáveis pela avaliação estavam a realização de obras de contenção da base do talude, a implantação de um sistema de drenagem pluvial para direcionar a água corretamente, a realização de ações de ambiental para população, o monitoramento das feições erosivas.

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