Manaus/AM - Com foco na Região Amazônica, onde se concentram 99% dos casos no país e com o Amazonas liderando o número de pacientes, o governo federal lançou hoje (25), Dia Mundial de Luta Contra a Malária, uma campanha voltada à prevenção e combate à doença que causou a morte de 50 pessoas ano passado.
O Amazonas, mesmo liderando o número de casos no país, em 2022 registrou 55.559 casos, apresenta uma queda de 26,1% quando há um comparativo entre os primeiros trimestres de 2023 e de 2022. Houve o registro de 12.568 casos, de janeiro a março de 2022, e 9.286, de janeiro a março de 2023.
O número de casos do Amazonas do ano passado foi mais que o dobro do segundo colocado, o estado do Pará, que registrou 23.702 casos da doença no mesmo período.
De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), nos dois primeiros meses de 2023, já foram registrados 21.273 casos no país, representando um aumento de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado, em todo o país.
Em 2019, o Brasil registrou mais 153 mil casos de malária; em 2020 foram 143 mil; em 2021, 193 mil casos e em 2022, foram registrados 129 mil casos da doença e 50 óbitos.
Ainda segundo o MS, a campanha de publicidade será veiculada na televisão, rádio, internet, redes sociais e outdoors nos estados da Região Amazônica (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO).
Haverá também divulgação em carros e barcos de som, para que a informação chegue à população das localidades mais vulneráveis.
Uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) já vem implementando nos municípios, especialmente nos que registram o maior número de casos da doença, o Curso Básico de Epidemiologia Aplicada à Vigilância das Doenças Transmissíveis (CBEV), versão Malária.
O objetivo do curso é atualizar os conteúdos programáticos para capacitar os profissionais de saúde que atuam no controle e prevenção da malária.
Entre os municípios que lideram o número de malária no Amazonas, de acordo com dados disponibilizados no site da FVS-RCP, estão São Gabriel da Cachoeira, que em 2022 registrou 9.109 casos e até este mês de abril foram 2.319 casos; Barcelos, com 6.636 casos em 2022 e até este mês tem 1.147 casos; Lábrea, com 2.988 casos em 2022 e 426 até este mês; Carauari, com 2151 casos em 2022, até este mês de abril tem 203 casos; Santa Isabel do Rio Negro, com 2.681 casos em 2022, até este mês registrou 644 casos e Manaus, em 2022 com 2.822 casos e até este mês, 720 casos; Coari, em 2022 registrou 1.750 casos e até este mês, 230 casos; Tapauá, e 2022 com 1.349 casos e até este mês de abril 150 casos e Tefé, com 1.478 casos em 2022 e 123 até este mês, apresentando uma queda acentuada do número de casos.
De acordo com o MS, a malária tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Entretanto, a doença pode evoluir para suas formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada.
É também conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles infectada por uma ou mais espécies de protozoário do gênero Plasmodium.
O Plasmodium falciparum é considerado o mais agressivo, por ser associado à forma grave da doença, cujos sintomas são: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias.

