Pela primeira vez, em 33 meses, o mercado da construção civil teve aumento no número de geração de empregos no País e o Amazonas foi o Estado que registrou o maior crescimento, com 353 novos postos de trabalho gerados no setor. Os dados são do O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (ADEMI-AM), Romero Reis, esse dado mostra como a economia está começando a caminhar separadamente do ambiente político.
“A retomada do crescimento já é fato e alguns dos reflexos disso são a poupança com saldo positivo, a taxa Selic de um dígito e com expectativa de redução, podendo chegar na faixa entre 7% e 8%, até o final de 2017, além da inflação abaixo da meta. Ao analisarmos esse quadro, podemos afirmar que o crescimento continuará tímido, porém constante. Ao longo de pelo menos uma década, teremos mais estabilidade, geração positiva de postos de trabalho, distribuição de renda e qualidade de vida”, assegurou o empresário.
Dentre os motivos para o crescimento, está a liberação das contas inativas no FGTS, que fez com que boa parte dos brasileiros quitassem as suas dívidas e pudessem retomar o crédito, movimentando assim a economia.
O crescimento pode ser observado também em outros segmentos, como o comércio (518 postos), o varejista (504) e a agricultura (404 vagas). Esses números são nacionais.
Em todo o País, foram criadas 35,9 mil vagas de empregos formais em julho.

