O Governo do Amazonas reuniu, nesta sexta-feira (14), os órgãos do Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para consolidar o plano de contingência contra os efeitos da seca e das queimadas no estado. O encontro, realizado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), definiu o cronograma de assistência humanitária, reforço na saúde pública e intensificação do combate aos focos de calor. Em Estado de Emergência Climática desde junho, o Amazonas antecipa medidas operacionais para assegurar o abastecimento de insumos básicos em comunidades que correm o risco de isolamento com a queda no nível dos rios.
Para garantir o atendimento nas calhas hídricas, o Planejamento Humanitário Operacional foi estruturado em quatro fases regionais, com mobilização gradual entre agosto e fevereiro. A logística prevê o fornecimento de cestas básicas, proteínas, kits de higiene e limpeza, além de caixas-d’água e purificadores — equipamentos que já somam 243 unidades distribuídas este ano. Paralelamente, ações de capacitação técnica, planos de contingência e a instalação de réguas linimétricas foram levados a todos os 62 municípios amazonenses para monitorar a situação hidrológica.
No âmbito ambiental e de segurança, a Operação Amazonas Mais Verde mobiliza quase 500 militares diariamente no interior do estado. A expansão da presença do Corpo de Bombeiros, que passou de 11 para 25 bases permanentes nos últimos anos, resultou em um índice inferior a 600 ocorrências de incêndios até o momento. Em alinhamento com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Polícia Militar e Ipaam, a fiscalização atua de forma integrada contra queimadas ilegais, mantendo articulação com o Governo Federal para o eventual suporte de aeronaves e recursos suplementares.
A rede estadual de saúde também reforçou a estrutura física e de pessoal para lidar com agravos decorrentes do calor extremo e do ar afetado pela fumaça. A Secretaria de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) emitiram notas técnicas orientativas aos municípios, aumentaram o contingente de médicos nas unidades e já repassaram mais de 3 milhões de frascos de hipoclorito de sódio para o tratamento da água potável em áreas vulneráveis.



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