Compartilhe este texto

AM tem 331 áreas de risco alto de inundação e deslizamentos, alerta Serviço Geológico do Brasil

Por Portal Do Holanda

14/02/2023 17h20 — em
Amazonas


Foto: Divulgação

Manaus/AM - Mais de 105 mil pessoas de 60 municípios do Amazonas vivem em 331 áreas de risco, das quais 166 são de risco alto e outras 165 de risco muito alto de passar por eventos graves como inundação, erosão, deslizamentos e queda de blocos, de acordo com relatório divulgado pelo Setorização de Áreas de Risco Geológico, do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). 

Só no município de Tefé, são mais de três mil pessoas vivendo em áreas com alto risco de acidentes graves e duas áreas que correm ainda mais perigo, que são constantemente acompanhadas pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), segundo informou o coordenador Edivilson Braga Silva. 

O estudo do SGB, divulgado na tarde de ontem, apresenta ainda dados atualizados sobre a existência das 331 nas quais há risco de perdas ou danos por eventos adversos causados pela possibilidade de eventos desastrosos causados por enchentes, inundações e outros fatores que colocam em perigo a segurança da população que vive nesses locais.

Os critérios usados pelos pesquisadores para classificar os riscos como “alto” e “muito alto” foram os fatores como a condição geológica do local, existência de inclinação de terrenos e sinais evidentes de rupturas, como trincas no solo. Todos esses fatores colocariam os moradores em condições de alta vulnerabilidade.

Foto: Divulgação

TEFÉ

Nas áreas mapeadas em Tefé, segundo os pesquisadores do SGB, estão 567 imóveis considerados de alta vulnerabilidade e 226 moradias estão em estágio de alto risco de acidentes. Nessas regiões, é possível que ocorram “eventos desastrosos”, como deslizamentos de terracausados por chuvas intensas e prolongadas. 

Mesmo assim, o relatório traz um comparativo com a última vistoria realizada no município na qual constatou o aumento do número de moradias, acentuando ainda mais o risco de eventos considerados desastrosos.

Entre as áreas com riscos de deslizamento de terra em Tefé está uma de pouco mais de 1,2 quilômetros, com cerca de 300 casas, algumas próximas de encostas, que estão sendo monitorada pela Compedec, garante o coordenador do órgão no município, Edivilson Silva.

Além do monitoramento, há acompanhamento das famílias com ações de saúde e assistência social. 

Está em estudo o remanejamento desses moradores para outra área, mas entre as alternativas, a prefeitura local aguarda a liberação de 692 unidades habitacionais construídas pelo Governo Federal que foram invadidas e que pode ser uma alternativa para abrigar essas famílias, disse o coordenador. 

Edivilson destacou mudanças na natureza levaram a inundação, na última enchente, de algumas áreas do município de Tefé que antes não alagavam. Em seguida, os efeitos severos da estiagem que desde o passado vem prejudicando o abastecimento e o escoamento da produção agrícola local, pois o município não tem estradas, contando somente com os rios para fazer o transporte.

Com a seca, alguns trechos de rios ficaram intrafegáveis, o que prejudicou tanto o abastecimento de água potável quanto de alimentos de algumas comunidades. 

Em relação a cheia desse ano, a Compedc se prepara não só atuar no deslocamento de algumas famílias cujas casas ficarão totalmente submersas pelas águas, mas também na construção de pontes e assoalhos provisórios para garantir a permanências das pessoas nas comunidades e casas.

Edivilson revela que neste ano, o município vai contar com a criação de um núcleo de gerenciamento de crise cujos conselheiros vão otimizar a atuação junto a essa população que precisa ser deslocada nos períodos da enchente dos rios do Amazonas ou de outros atendimentos.

Com as informações recebidas tanto do serviço geológico quanto do meteorológico, o coordenador tem participado de reuniões junto ao setor produtivo local para falar dessas questões e dar orientações de modo a buscar alternativas que ajudem a minimizar o desastre. Não há ainda, segundo ele, informações precisas sobre o nível da enchente deste ano. 

No ano passado, ao alcançar o marco de 29,70m, o rio Amazonas registrou a quarta maior enchente da história desde que foi iniciado o monitoramento pela administração do Porto de Manaus.


Siga-nos no
O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

ASSUNTOS: Amazonas

+ Amazonas