Provas do terceiro ano teriam vazado por ação de hacker contratado por um grupo de alunos. O caso foi denunciado ao Ministério Público, que está pedindo explicações à direção da escola.
O Centro Educacional Latu Sensu terá de dar explicações a Comissão de Direitos do Consumidor e Cidadania do Ministério Público do Estado do Amazonas sobre uma punição disciplinar aplicada a alunos finalistas do terceiro ano do ensino médio.
As promotoras de Justiça Cláudia Coelho e Sheila Andrade ingressaram com uma Ação Cautelar, com o objetivo de garantir a informação a pais e alunos de todos os documentos a respeito do caso, bem como proibir a repetição de testes para alunos que não estejam envolvidos na suspeita de fraude, assim como garantir a nota dos mesmos.
Os estudantes foram punidos com redução das férias escolares de fim de ano e terão de fazer uma nova prova bimestral, depois que a diretora da escola suspeitou que 15 deles teriam contratado um hacker para ter acesso ao conteúdo da prova bimestral e vender o exame.
A punição não agradou aos pais que levaram o caso ao Ministério Público, que nesta sexta-feira notificou o Lato Sensspara dar explicações a respeito da punição.
De acordo com informações de pais de alunos, o suposto vazamento da prova foi descoberto pela administração depois que uma aluna, que obteve a nota 3 na avaliação anterior e em seguida tirou a nota 9, confessou que havia comprado as informações de um hacker, que invadiu o sistema e copiou as respostas da terceira prova bimestral.
Mas a aluna não teria sido beneficiada sozinha, mas 15 alunos teriam comprado a prova e a diretoria resolveu punir todos os alunos do terceiro ano.

