MANAUS -
MANAUS - O advogado Fabrício Parente, que atua no caso Adail Pinheiro, concedeu entrevista ao Portal do Holanda nesta terça-feira (31) onde falou sobre a possibilidade de revisão da decisão, ventilada pelo Ministério Público do Amazonas no início desta semana, assim como veiculada pelo programa Fantástico da TV Globo.
Para o advogado, a decisão é legítima e somente foi tomada pelo fato de seu cliente atender a todos os requisitos do decreto de indulto.
“Na quinta-feira passada (26) nós explicamos minuciosamente (em coletiva) que os crimes que Adail Pinheiro foi acusado não eram crimes que envolviam violência ou grave ameaça. Não deve ter restado dúvidas na cabeça de quem estava ali presente. A prova é que em um programa dominical (Fantástico) esse tema ‘violência e grave ameaça ele não foi abordado”, disse ele durante a entrevista.
Quando instigado sobre os celulares encontrados na cela que dividia com outros dois ex-prefeitos e que poderia configurar mau comportamento, Fabrício disse que os três teriam sido ouvidos pela polícia e que ao final o delegado concluiu que nenhum dos celulares pertenciam a Adail Pinheiro.
“Paralelo a isto, foi instaurado um processo de sindicância lá no CPE (onde Adail estava preso) sendo que não foi oportunizado a Adail Pinheiro o direito de exercer o contraditório e ampla defesa, o que representa velado desrespeito ao devido processo legal” , disse o entrevistado revelando que apesar de os advogados estarem todos os dias no local, eles nunca teriam sido notificados sobre o caso.
“Não bastasse isso, o presidente da sindicância nomeou um tenente para exercer a defesa de Adail Pinheiro e, por lógica - já que nenhum tenente vai contra sua instituição - Adail Pinheiro ao final dessa sindicância foi penalizado com a suspensão do direito visitas por 30 dias”, protestou Fabrício.
Sobre as declarações do Ministério Público, o defensor esclareceu que a instituição foi devidamente consultada e, como fiscal do direito, entendeu que não haveria qualquer espécie de irregularidade no que estava sendo pedido e não se manifestou contrariamente.
Para Parente, essa manifestação pode ser fruto da pressão da mídia, mas que - no seu entendimento - não cabe essa revisão já que transitou em julgado, inclusive com o próprio aval do MP.

