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50 mulheres devem descobrir câncer de endométrio em 2018 no Amazonas, diz estudo

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Uma projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão subordinado ao Ministério da Saúde (MS), indica que o câncer de endométrio deve atingir 50 mulheres no Amazonas em 2018. Considerado no Brasil a terceira entre as neoplasias malignas pélvicas no sexo feminino, a doença tem mais de 70% de chances de cura, quando descoberto na forma precoce. A explicação é da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

Diferente de outros tipos de câncer, que na fase inicial são assintomáticos, o câncer de endométrio tem como principal sinal de alerta, o sangramento vaginal pós-menopausa, o qual ocorre, geralmente, na fase inicial da doença. O tipo mais frequente de câncer no endométrio, atualmente, é o adenocarcinoma endometrióide.

Os fatores de risco associados à doença são: obesidade (principalmente quando associada à hipertensão), menopausa tardia (após os 52 anos), início precoce da menstruação, diabetes, reposição hormonal por longo período (em especial, durante a menopausa), ter câncer colorretal ou de ovário, utilizar de forma prolongada alguns medicamentos antineoplásicos que provoquem mudanças na produção hormonal, e o fator hereditário, responsável por, em média, 10% dos casos de câncer no mundo.

O oncologista Higino Figueiredo destaca que o principal fator desencadeador do câncer de endométrio, quando se trata da obesidade, é o desequilíbrio entre a produção de dois importantes hormônios para o corpo feminino: o estrogênio e a progesterona. O mesmo processo contribui também para a formação de tumores malignos nas mamas. Isso ocorre porque a progesterona tem o papel de neutralizar os efeitos ruins do estrogênio.

UM CASO - Foi o que ocorreu com a aposentada Leonice de Castro, que chegou ao diagnóstico precoce buscando ajuda médica, após identificar alguns sintomas. Hipertensa e com sobrepeso, em janeiro do ano passado, ela começou a apresentar sangramento uterino anormal.

TRATAMENTO - O tratamento para o câncer de endométrio em fase inicial (estágio I) é, geralmente, cirúrgico. O procedimento, que já é padrão na FCecon, é considerado minimamente invasivo e inclui a retirada do útero com remoção do tumor, através de pinças e incisões de poucos centímetros, viabilizando uma recuperação mais rápida à paciente”, esclareceu. De acordo com ele, em média seis procedimentos desse porte, para o tratamento do câncer de endométrio, são realizados no Centro Cirúrgico da FCecon, todos os meses.

 

Higino Figueiredo destaca que uma parcela das pacientes diagnosticadas com a doença, tem indicação de complementação terapêutica com radioterapia e braquiterapia (modalidade de radioterapia interna), denominada adjuvante (após o tratamento principal), promovendo um melhor controle da doença”, concluiu.

 

A quimioterapia, que ajuda a compor o tripé da oncologia, só é indicada em casos de doença metastática (disseminada para outros órgãos). Após o tratamento, as pacientes são acompanhadas por cinco anos, com consultas e exames periódicos, até receberem o certificado de alta oncológica.

 

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