Manaus/AM - O espetáculo de dança Plutão (Já foi planeta), que traz à tona a temática social das crises que permeiam a mente humana, por meio da relação com o planeta desprestigiado, Plutão, será reapresentado no Teatro da Instalação nesta quarta (30) e quinta-feira (31), a partir das 19h, na nova montagem do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas. A entrada é gratuita.
A montagem, com coreografia de Rodrigo Vieira e execução do Balé Experimental, sob a direção de Monique Andrade, faz parte da segunda temporada do projeto Alma de um Poeta, que estreou no último dia 15, no Teatro Amazonas.
A montagem se baseia no poema “Tempo de Uiaúa”, do amazonense Anibal Beça, e leva ao palco, por meio da dança, uma reflexão crítica sobre a situação das minorias sociais estabelecendo uma relação entre elas com Plutão, considerado Planeta Anão em 2006, por não se adequar ao tamanho associado a essa categoria. A leitura abrange ainda o discurso astrológico, que afirma que o astro celeste também revela todos os problemas de um indivíduo, fazendo-o conhecer do inferno ao divinal.
A história de Plutão e seu rebaixamento no Sistema Solar serviu de referência para que Vieira e os bailarinos da companhia buscassem o seu “inferno” e o seu “divino”, na construção do arcabouço da obra. “Fiz uma comparação do planeta com as classes excluídas, que são marginalizadas pela sociedade, como os negros, as mulheres, os homossexuais e todos os que enfrentam dificuldades para serem respeitados e que necessitam ter representantes em todos os setores sociais”, destaca o bailarino e coreógrafo.

