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Festival de circo tem documentário sobre primeira palhaça negra do Brasil 

Festival de circo tem documentário sobre primeira palhaça negra do Brasil 
Festival de circo tem documentário sobre primeira palhaça negra do Brasil 

Manaus/AM - Com debates sobre o racismo, machismo e a longa luta de uma artista em busca do protagonismo nos palcos circenses, o documentário “Minha avó era palhaço”, que conta a história de Maria Alves dos Reis, primeira palhaça negra do Brasil, será exibido nesta quinta-feira (22), a partir das 19h, durante o festival Lona Aberta, por meio do Youtube da Cacompanhia de Artes Cênicas .

Lona Aberta foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana, que faz parte das ações emergenciais da Lei nº 14.017/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, operacionalizada no Estado através do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

O documentário traz depoimentos, arquivos e pesquisas sobre o palhaço Xamego - personagem homem criado pela atriz Maria Eliza Alves dos Reis, nas décadas de 1940 a 60 e que é dirigido por Mariana Gabriel (neta de Maria Eliza) e Ana Minehira. 

De acordo com Mariana Gabriel, que é cineasta, jornalista e palhaça, além de mostrar histórias sobre a relação de sua família com o circo, a obra traz questionamentos sociais sobre os desafios enfrentados por uma mulher negra nos palcos. ‘Palhaço Xamego’ se  apresentava ao lado do marido e era anunciado por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. 

“Falar desse documentário é falar sobre a história da vida da minha avó, mas é também contar um pouco a história do circo no Brasil, então é um trabalho que fala dessa memória, da história da minha família, feita de artistas pretos e circenses que poucos sabem ou que pouco se ouve falar. É também destacar a comicidade feminina no nosso País, que começa em 1980, quando surgem as escolas de circo”, destaca Mariana. “Tenho muito orgulho desse trabalho, de poder compartilhar essa história e fico muito honrada de poder chegar na Região Norte.Será a estreia do documentário na região. O sonho da gente é correr todos os estados brasileiros”.

Exibições nacionais - Com duração de 52 minutos, o filme é resultado de entrevistas, consultas no acervo do Centro de Memória do Circo, leituras de teses nacionais e internacionais. “Minha avó era palhaço” já esteve em 11 estados brasileiros – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Alagoas - e também em Brasília, foi assistido por cerca de 7 mil pessoas.

A diretora e produtora do documentário, Ana Minehira destaca que produções como “Minha avó era palhaço” são necessárias para que outras pessoas se inspirem e se engajem através dos personagens. 

“A principal mensagem que o documentário traz é sobre a necessidade de fazermos o registro da nossa história e mostrar a importância de muitas pessoas, e principalmente os negros, na arte do Brasil. Nós lançamos o filme em 2016, mas essa história vem de muito antes, por isso que o trabalho de pesquisa é muito importante, mostrando as pessoas que fizeram história nas artes”, pontua. 

Mostras Virtuais - Ainda nesta quinta-feira, após a exibição do documentário, o Festival Lona Aberta contará com a ‘Mostra Xamego de Comicidade Preta’, com apresentações virtuais, e  uma entrevista com as diretoras do documentário, no Caconversas Talk Show, a partir das 22h. Todas as exibições acontecem no canal do Youtube da Cacompanhia.

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