‘Bárbaros’ é muito mais sobre lealdade e honra | Crítica
A nova série da Netflix com temática de guerra foi tão esperada quanto sensacional. ‘Barbarians’ é uma produção alemã que fala sobre o ano 9 e acompanha um grupo de tribos germânicas que enfrentam o Império Romano. O momento mudará a História da Europa: a batalha na Floresta de Teutoburgo.
Totalmente baseado em fatos na verdadeira luta, a primeira impressão que temos é de a coisa será sangrenta, como uma excelente série épica deve ser (calma que é sim).
Cerca de um ano antes da batalha brutal, entretanto, nos é apresentado os ’bastidores’, o desenrolar da vida que tem como ápice a própria Batalha. Começamos com um casal contra uma tradição ridícula de casamento arranjado: lealdade a sentimentos e princípios dão o tom de tudo o que virá.
A história é contada por três melhores amigos de infância, agora adultos, Thennelda (Jeanne Goursaud), o guerreiro Folkwin (David Schütter) - os dois tem um romance secreto - e Caio Armínio.
Em lados opostos em um primeiro momento, a lealdade dos três é o que fará a mudança na História, fidelidade esta tão inquestionável que vale a pena a citação de um pequeno diálogo, durante a noite de núpcias:
‘ - Uau. Parece que você gosta de mim.
- É só um pequeno motim no baixo escalão’
A mensagem é óbvia: um desejo repentino não sobrepõe à lealdade e princípios. Sim, somos animais, mas ainda racionais, e nenhuma pessoa honrada troca amor por uma noite.
O tempo passa, mas os princípios não. Estratégias de guerra e da vida real se misturam o tempo todo, mas com um objetivo firme e com foco inabalável: unindo as diversas tribos de 'bárbaros', como os romanos os chamam, o trio enfrenta opiniões diversas, traições de onde nunca se espera e têm de unir vários reikis (chefes das vilas) por um objetivo único: a queda do Exército Romano. A Batalha acontece somente no capítulo final e vale demais a pena.
Lealdade, fidelidade e princípios: a honra (e não o orgulho) guiam todo o seriado de oito episódios, com média de 50 minutos cada. Eu, particularmente, fiz uma maratona e só sai da cama quase oito horas depois.
É impossível não amar o enredo, a forma como a situação evolui e como você compreende os Bárbaros e começa a torcer por eles cada vez mais.
O final deixa a entender que pode haver uma segunda temporada. Por mim tudo bem. Se não tiver, por mim tudo bem. A história é muito bem contada e amarrada. Uma continuação talvez não alcance o brilho do pioneiro.
Se você gosta de honra, estratégia e batalhas medievais, este seriado é para você. ALERTA: Só vai gostar quem é leal.
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Átila Simonsen
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