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Manifestantes protestam contra morte de vereadora e motorista no Centro do Rio

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Manifestantes caminham pelo Centro do Rio em protesto contra morte de vereadora e motorista - Juliana Dal Piva

RIO - Uma multidão protesta no Centro do Rio na noite desta quinta-feira contra a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista, Anderson Pedro Gomes. Os manifestantes ficaram cerca de uma hora fazendo discursos nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e seguiram pela Avenida Primeiro de Março. Por volta das 18h45, eles chegaram à Candelária, onde continuam entoando cantos de protesto. Em São Paulo, milhares de pessoas também protestam contra os assassinatos. Entre os manifestantes do Rio está Zulmira Batista, de 70 anos. Ela estava no restaurante Calabouço, em 1968, quando o estudante Edson Luís foi assassinado.

- Estou aqui para prestar solidariedade à vereadora. Ela era muito guerreira, e nós temos que mostrar que estamos descontentes — afirmou.

No caminho da Alerj até a Candelária, onde os manifestantes estão neste momento, o músico paraibano Luiz Soares tocou na flauta a música de Geraldo Vandré "Pra não dizer que não falei das flores", como uma forma de homenagem à Marielle.

— Ela era negra como eu. Uma judiação o que fizeram — disse Soares.

Por todo o caminho manifestantes entoaram cantos de ordem contra a polícia e também contrários à gestão de Luiz Fernando Pezão, governador do Estado do Rio. Durante o cortejo e a manifestação em torno da Alerj, dezenas de mulheres carregavam faixas com os nomes da vereadora e do motorista assassinados nesta quarta. Uma faixa contra a intervenção federal também ilustra a marcha, que segue até a Alerj. Cantos que reforçam o caráter de luta da parlamentar são entoados ao longo do caminho.

"Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem mexeu com a Marielle atiçou o formigueiro" e "Eu sozinha ando bem, mas com voce ando melhor, Companheira me ajuda, eu sozinha eu tô só, companheiro me ajuda, que eu não posso ficar so" são algumas das frases cantadas.

Tanto na frente da Câmara Municipal do Rio quanto na Assembleia Legislativa, manifestantes colaram cartazes com o rosto de Marielle e com frases ditas pela parlamentar e também com citações relacionadas às militâncias da vereadora. Por cima desses cartazes colados, os ativistas jogaram tinta vermelha simbolizando sangue.

Mais cedo, os corpos da vereadora Marielle e do motorista Anderson foram velados na Câmara do Rio sob aplausos e com grande comoção. A parlamentar foi enterrada no Cemitério do Caju, no Centro, e Anderson, no Cemitário de Inhaúma. Marielle voltava de um evento quando seu carro foi alvejado por volta das 21h30, no Estácio. De acordo com a perícia, os tiros foram feitos por pelo menos um atirador experiente.

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