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Manifestação pró Moro é tentativa de avalizar atos supostamente ilegais do ex-juiz e 'enquadrar' STF

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As manifestações de apoio ao ministro Sérgio Moro neste domingo são uma tentativa  de avalizar ações  suspeitas de um juiz supostamente parcial e inquisidor. E pautar o Supremo, que em grande parte já é refém do “grito”das ruas.

Mesmo considerando eventuais falhas nas transcrições de diálogos entre procuradores e juiz, os desmentidos foram excessivamente demorados , o que indica  que tanto  integrantes da Força Tarefa quanto Moro tinham segredos e não sabiam a extensão dos vazamentos. Só agora tentam desconstruir as denúncias feitas pelo site The Intercept. 

Mesmo que eventualmente consigam reverter o quadro atual,  tanto os procuradores da Lava Jato quanto o juiz sairão desse episódio, senão muito desgastados, sob forte suspeita de que agiram em grande parte  ao arrepio da lei para chegarem a objetivos concretos de combate a corrupção, o que também pode ser caracterizado como crime. 

AS RUAS FORA DA LEI

Não foram poucos os ministros do STF que nesse período da Lava Jato, lembraram os “apelos da opinião pública”. Até quando esses gritos extremados em defesa de atos em grande parte arbitrários devem ser ouvidos pelo Supremo, que tem uma Constituição para se pautar ?

JOGANDO PARA A PLETEIA

Jogar para a plateia não e papel de nenhum ministro da maior Corte de Justiça do País. O papel de cada um deles - e isso é  elementar - é seguir a Constituição,  aplicá-la no que for cabível.

DECRETO DE BOLSONARO AGRIDE ZFM

Menos de um terço da população brasileira ainda acredita em Jair Bolsonaro como o homem da ‘mudança’. Esses talvez nem acreditem; apenas não querem aceitar que erraram no voto. Mas um eleitor em particular não pode mais se iludir com o seu governo: o amazonense.

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Afinal, se Bolsonaro continua errando em suas medidas que só beneficiam grupos específicos, contra o Amazonas seu governo dispara suas balas mais explosivas. O alvo, a Zona Franca.

A PORTARIA CHEIA DE VENENO

A Portaria 309 do Ministério da Economia é a última ‘perversidade’ que o ministro Paulo Guedes encontrou para aumentar a insegurança nos empresários do Polo Industrial.

Nela o governo Bolsonaro consegue ‘transfigurar’ o sentido da língua pátria, quando se refere ao substantivo similaridade. Não é mais a qualidade, caráter ou condição das coisas similares.

QUEBRANDO A INDÚSTRIA

Guedes semantizou uma sopa de ingredientes alheios aos critérios que definem a similaridade de produtos de importação: prazo de entrega, fornecimento e preço estão entre eles.

Se não estão entre os critérios dos produtos similares, vale a definição do deputado Marcelo Ramos: “a intenção é de abrir sem critério o mercado nacional e quebrar a indústria nacional”.

No centro do alvo, focada em primeiro plano, está a indústria da Zona Franca de Manaus. 

 


+ BASTIDORES DA POLÍTICA

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HORA DO H: CAPITÃO ALBERTO NETO, DEPUTADO FEDERAL


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