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UTIs de hospitais públicos de SP chegam perto da capacidade total

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao mesmo tempo em que a taxa de isolamento social cai para 49% na cidade de São Paulo --quando o ideal é 70% e o aceitável 60%-- , os hospitais públicos estão cada vez mais próximos de 100% da taxa de ocupação de leitos de UTI. É o caso do Instituto Emílio Ribas, na região central, que está com a UTI lotada. Na enfermaria, a ocupação dos leitos está em 64%. Durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (17), o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, deu um panorama de outros quatro hospitais da capital e da região metropolitana. A UTI do Hospital das Clínicas também opera perto da capacidade, com 84,5%. Na enfermaria, o índice chega a 56%. Os outros observados foram Hospital Geral Santa Marcelina do Itaim Paulista (82% UTI e 79% na enfermaria), Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (89% UTI e 50% enfermaria) e Hospital Geral de Itapevi (78% UTI e 57% enfermaria). Prefeitura e Estado de São Paulo já admitem a possibilidade de firmar parcerias com a rede particular para a ocupação de leitos ociosos. Germann afirmou que já há conversa com as associações que representam os hospitais privados. O estado de SP possui atualmente cerca de 1.800 leitos de UTI e se necessário outros 2.000 podem ser transformados de leitos clínicos para de UTI, segundo Germann. O secretário anunciou dez leitos de UTI a mais nos hospitais gerais de Itaim Paulista e Guaianazes, na zona leste. Até às 13h desta sexta-feira, havia 1.039 pacientes com diagnóstico de Covid-19 confirmado internados em UTIs e 1.196 em enfermarias. Em relação aos casos suspeitos, as internações em UTIs somam 1.236. Outras 2.269 estão nas enfermarias. Na capital paulista, a prefeitura entregou no dia 16 de abril 561 leitos no Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte. De acordo com o último balanço da Secretaria Estadual da Saúde, há 12.792 casos confirmados de Covid-19 em SP, com 928 mortes. São 1.224 novos casos em relação ao dia anterior, o equivalente a 11% de aumento. Também houve alta nos óbitos, de 9%. Em 24 horas, houve 75 novas mortes. Há casos da doença espalhados em 215 municípios paulistas e 88 registraram pelo menos uma morte. A faixa etária mais frágil para a doença ainda é acima de 60 anos. O Ministério da Saúde enviou ao estado de SP 120 mil testes rápidos, destinados aos profissionais de saúde e segurança pública afastados por síndrome gripal, e idosos institucionalizados. Em relação aos testes de diagnóstico da população SUS dependente (PCR), foram feitos 5.500 nos últimos três; 4.500 amostras estão processadas e em fase de laudo. Os profissionais de saúde também são afetados pela doença. Segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde, 1.557 estão afastados por suspeita ou confirmação de contaminação. A pasta está providenciando a convocação de 260 profissionais --210 enfermeiros e 50 fisioterapeutas-- remanescentes de concurso e 925 contratações --245 clínicos, 630 técnicos de enfermagem, 20 agentes técnicos de saúde para a área de assistência social e 30 oficiais de saúde. Quem quiser concorrer a uma das 925 vagas pode fazer a inscrição até 22 de abril pelo site da Fundação Vunesp.

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