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A jovem afirmou ao Agora que, antes de pedir o carro de aplicativo, estava bebendo com amigos em um bar, admitindo que exagerou no consumo de álcool. Ela pretendia ir direto para casa, na Mooca (zona leste). De acordo com a estudante, este trajeto demora cerca de 20 minutos.>
Por conta do excesso de bebida consumida, a universitária afirmou que se lembra de apenas dois momentos da viagem. Em um deles, ela diz que se recorda que o carro passou pela região da Consolação (centro). Em outro, ela se recorda do motorista, com as calças abaixadas, perto dela no banco traseiro do veículo. Ela diz não lembrar o local em que houve este segundo momento de memória.>
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Segundo o histórico da corrida feito com a jovem, o motorista demorou cerca de cinco horas e quarenta minutos para rodar aproximadamente 17 quilômetros.>
A jovem procurou o hospital Pérola Byington, onde tomou um coquetel de remédios para evitar eventuais doenças sexualmente transmissíveis. Ela também realizou exames sexológicos e toxicológicos. O resultado deles fica pronto em cerca de 30 dias.>
DEPOIMENTO DO SUSPEITO>
O suspeito, 47 anos, prestou depoimento à polícia neste domingo (1º). Ele alegou, acompanhado de um advogado, que teria "sido seduzido" pela estudante. A jovem, no entanto, nega.>
A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, que investiga o caso, indiciou o suspeito por estupro de vulnerável. Apesar disso, ele responde ao caso em liberdade.>
O motorista trabalhava para a 99 há cerca de duas semanas.>
OUTRO LADO>
A 99 afirmou que, assim que soube sobre a "grave denúncia" feita pela passageira, excluiu o colaborador do aplicativo. Uma equipe também foi escalada para acompanhar o caso junto à vítima.>
"A plataforma lamenta profundamente o caso e reitera que repudia veementemente esse tipo de violência. Temos uma política de tolerância zero em relação a isso", diz trecho de nota.>
O aplicativo disse ainda que oferece um "kit de segurança" que disponibiliza a opção de compartilhar a rota a ser feita pelos usuários, com contatos de confiança da pessoa.>
Qualquer abuso, acrescentou, deve ser imediatamente denunciado por meio do aplicativo ou pelo telefone 0800-888-8999.

