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Trecho da maior praia do Brasil está interditado após aparecimento de lama

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Cerca de um quilômetro da Praia do Cassino, em Rio Grande, no litoral do Rio Grande do Sul, foi bloqueado após o trecho ser tomado por lama.

Área afetada pela lama fica entre as ruas Lisboa e Cidreira. Foram erguidas marachas (barreiras de areia) para que a lama fique isolada apenas naquele local.

A praia de Cassino é conhecida por ter a maior extensão de faixa de areia contínua do mundo. Com aproximadamente 218 km, a praia fica entre os Molhes da Barra e a Barra do Chuí.

A prefeitura de Rio Grande disse que a praia está proibida para banho. A circulação de veículos, no entanto, está liberada.

Fenômeno possui origem ambiental e hidrodinâmica, segundo o Porto de Rio Grande. "Reforçamos que o fenômeno é natural, sem relação com as operações de dragagem. A autoridade portuária segue monitorando continuamente o bolsão de lama, a área de descarte de sedimentos e as condições das dragas, assegurando total conformidade ambiental", informou a Portos RS em nota.

O monitoramento mensal mostra que o fenômeno é natural e varia ao longo do tempo, diz a Porto RS. As análises mostram que a nova lama surge por causa das mudanças na vazão da Lagoa dos Patos, que varia conforme as chuvas na região e em toda a bacia. Esses efeitos ficaram mais fortes depois de eventos climáticos extremos, como a enchente no Rio Grande do Sul.

A dragagem é usada para retirar areia, lama e outros materiais do fundo dos rios e do mar. Ela serve para manter os canais de navegação limpos e garantir que os barcos possam passar sem problemas.

O aparecimento de lama na Praia do Cassino é um fenômeno recorrente, diz o professor do Instituto Oceanográfico da USP, Eduardo Siegle. Isso acontece quando bolsões de lama, depositados ao sul da desembocadura da Lagoa dos Patos a 5 e 20 metros de profundidade, são movimentados por ondas mais intensas. A combinação da descarga de sedimentos da lagoa, da circulação costeira e dos longos molhes do canal favorece a formação desses depósitos de lama.

"As ondas atuam constantemente sobre a lama, mas em tempestades mais fortes parte dela pode ser levada à praia, acumulando-se em certos trechos", afirma Siegle.

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