Pouco se falou de quem ganhou ou não, depois. A vitória de Questlove com seu documentário Summer of Soul (..Ou Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada), que trouxe à tona um festival de música negra, para negros, escondido durante 50 anos, foi ofuscada. O mesmo com a homenagem aos 50 anos de O Poderoso Chefão, ou o "in memoriam" que estranhamente teve Jamie Lee Curtis com um cachorro nos braços.
Nas redes sociais, só se falava da briga. Uns defenderam o direito de Chris Rock fazer piada, disseram que ele é assim mesmo ou afirmaram que, mesmo que ele estivesse errado em brincar com a aparência física de Jada, nada justifica a violência. Foi o caso até de alguns famosos, como o diretor Rob Reiner, a comediante Rosie ODonnell e a jornalista e professora Nikole Hannah-Jones.
Outros saíram em defesa de Smith, argumentando que ele estava apenas defendendo a honra da mulher, como a atriz Tiffany Haddish e Jameela Jamil. Sean Combs, que ficou encarregado de entrar logo depois do tapa, brincando que, como família, os dois iam se resolver na festa de Jay-Z, e que iam prosseguir com amor, disse à revista Vanity Fair que essas coisas acontecem.
Durante o choroso discurso de agradecimento pelo Oscar, em que Will Smith falou que está em um momento de amar e proteger, citando o seu personagem em King Richard: Criando Campeãs, o ator provocou lágrimas e foi bastante aplaudido.
Ele não compareceu à sala de imprensa, onde os vencedores dão entrevistas depois de receber as estatuetas. Mas foi à festa da Vanity Fair acompanhado da mulher, dos três filhos, Jaden, Trey e Willow, e um grupo de amigos.
Segundo o relato da revista, a família não parecia nada abalada, ocupando o centro da pista, e Will Smith dançou com o seu Oscar na mão, ao som de seu hit Gettin Jiggy Wit It. O show, afinal, tem de continuar.



