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Variedades

'Só Se For a Dois' utiliza clássicos da MPB para tratar de temas delicados

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A relação do jovem casal sofre um abalo quando ela descobre que tem um câncer terminal. Desorientado, ele encontra conforto em um amigo e, quando menos esperam, os dois meninos começam a ter um caso. Temas delicados marcam o espetáculo Só Se For a Dois, o Musical, que estreia nesta quinta-feira, 12, no Teatro Viradalata. "Buscamos novamente tocar em um assunto que seja sensível especialmente para o público jovem", comenta Allan Oliver, diretor e autor do texto da montagem.

De fato, o trabalho anterior da sua produtora, Dagnus, focou em problemas também delicados: Bullying mostrava como esse tipo de violência é grave, a ponto de até resultar em suicídios. "Mas, se naquele trabalho o humor estava presente, agora a narrativa é mais novelesca", explica Oliver.

Assim, para contar a história de Danilo (Pedro Pimentel), o jovem músico que está prestes a realizar o sonho de iniciar uma carreira internacional e que vê a vida se desequilibrar ao descobrir a doença da namorada Helena (Júlia Gaspar), o roteirista buscou auxílio em clássicos da MPB - músicas de Caetano Veloso, Djavan, Ney Matogrosso, Gonzaguinha.

"As letras dessas canções ajudam a contar a história", diz Pimentel, que vive o desorientado Danilo - sua fragilidade permite a aproximação de Giovani (Vinicius Perso), amigo que lhe dedica uma paixão secreta e, de uma certa forma, acaba se aproveitando do momento. "Tive de aprender a viver essa situação, que é nova para mim", comenta Pimentel que, em Bullying, interpretava um valentão, ou seja, rapaz de personalidade oposta. Aqui, depois de vencer os próprios receios, ultrapassou sua inexperiência (artística e de vida) de forma convincente.

Para isso, foi importante a experiência plural do pequeno grupo de sete atores que, embora formado unicamente por jovens, exibe trajetórias diversas e complexas. "Lembro de um menino que estudava em minha escola e que morreu de câncer", conta Júlia Gaspar. "Foi uma experiência muito forte."

Igualmente úteis são as trajetórias de Vinicius Perso e Lincoln Glauber, que vive o professor Léo. "Nossa experiência na comunidade LGBT permite que entendamos as nuances do texto", lembra Perso. "E também colabora para que os personagens tenham atitudes factíveis", completa Glauber.

"É uma montagem em que o elenco fez um intenso trabalho de corpo, para perder, entre outros detalhes, o receio do toque", completa Oliver que, no próximo projeto, previsto para 2020, vai tratar de um tema igualmente delicado: suicídio entre jovens.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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