SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) é a unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo. A equipe é especializada em atuar em contextos de alta complexidade e risco extremo, como a suspeita de uma bomba em um caminhão na manhã desta quarta-feira (12) no Rodoanel.
Ele está subordinado ao Comando de Policiamento de Choque e é conhecido pela atuação em situações que exigem técnicas especializadas. Com traje especial antibombas, um policial do Gate se aproximou na manhã desta quarta-feira e retirou o motorista de caminhão com suspeita de bomba.
Equipe é focada em atuar em contextos de crises. As principais atuações incluem resgate de reféns, negociação e intervenção tática em sequestro, incursões táticas, com entradas e ações em locais de alto risco, como cativeiros ou ambientes com pessoas armadas e barricadas.
O Gate atua também em contextos contra ações de terrorismos em ameaças ou incidentes. A equipe presta apoio a unidades e oferece suporte especializado em operações de maior complexidade.
Equipe especializada também trabalha para o desarmamento de bombas. Essa é uma das especialidades do grupo, realizada por meio do esquadrão antibomba, subunidade do Gate.
Esquadrão antibomba é a unidade do Gate que atua na identificação, neutralização e desativação de artefatos explosivos improvisados, bombas e materiais suspeitos. Geralmente, as ações incluem o isolamento da área com o artefato explosivo e depois a análise remota do conteúdo do objeto essa etapa acontece sem a aproximação humana.
Na fase da desativação do artefato, o policial usa um traje antibomba. O equipamento costuma ser pesado para oferecer proteção contra o calor, a onda de choque e os fragmentos da explosão. Depois, é feita a desativação e o desmantelamento do artefato. Só na última fase, é feita a remoção do objeto se ele for considerado seguro para ser destruído.
O QUE ACONTECEU NO RODOANEL
Carreta atravessada no km 44 do Rodoanel, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, causou ao menos 20 quilômetros de congestionamento na Presidente Dutra. O motorista disse à concessionária que foi sequestrado por três homens para um roubo de carga e obrigado a atravessar o veículo na pista. As informações são da Artesp e da SPMar. Outra hipótese apontada pela polícia é de que o caminhoneiro estava "em surto".
Ele foi amarrado e uma bomba caseira, colocada ao lado dele, informou a SPMAR, administradora da via. A concessionária informou que aguardava o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar, que chegou na via de helicóptero por volta das 8h20.
Para que o esquadrão de operações táticas pudesse trabalhar com segurança, os dois sentidos da pista foram bloqueados às 8h50. Um desvio foi feito no km 58 da pista interna para evitar congestionamento no local, segundo a Artesp.
Suposta bomba colocada ao lado do homem tem formato de cilindro, está enrolada em papel alumínio e em cima de um galão. Uma imagem à qual o UOL teve acesso mostra que ao menos três volumes diferentes estão presos ao galão na cabine do caminhão. Um fio liga o artefato caseiro ao motorista.

