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Roubos e furtos caem na cidade de São Paulo em janeiro

Por Folha de São Paulo

28/02/2024 14h00 — em
Variedades



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os registros de roubos e furtos na cidade de São Paulo tiveram queda em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) nesta quarta-feira (28).

Em toda a capital, os roubos —que somaram 10.373 registros— caíram 14%, e os furtos, com 18.729 casos, 3%. O mesmo aconteceu no estado, com 17.661 casos de roubo (queda de 15%) e 46.541 ocorrências de furto (queda de 2%).

Em delegacias que atendem o centro, Sé e Campos Elíseos também tiveram queda, mas o Bom Retiro registrou aumentos de 42% em roubos, com 112 casos, e 39% em furtos, com 390 registros.

As vítimas de homicídio na capital foram 42, contra 43 em janeiro de 2023, e no estado, 228, 30 a menos do que as 258 pessoas mortas no ano passado. Os registros de vítimas de latrocínio, menos frequentes, aumentaram no estado com 16 mortes contra 12 no mesmo período de 2023.

Já os roubos de veículo tiveram queda de 24%, e os furtos desse tipo diminuíram em menor ritmo, caindo de 3.308 para 3.231 (2%).

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que essas ocorrências tiveram queda no ano passado na zona leste, mas aumentaram na zona sul, em regiões como Santo Amaro, Campo Grande, Jabaquara e Ipiranga, na comparação com 2022.

Com altas históricas nos últimos meses, os registros de estupro mantiveram aumento, com 239 ocorrências contra 227 em janeiro do ano passado. Em todo o estado, foram 1.196 registros, uma alta de 3%.

Os registros desses crimes se concentraram, em 2023, em áreas periféricas da cidade. Grande parte desses registros é de casos de estupro de vulnerável, quando a vítima tem menos de 14 anos ou é acometida por enfermidade, deficiência intelectual ou não tem meios de resistir, e acontecem em ambiente familiar, o que dificultaria a prevenção por meio de patrulhamento, por exemplo.

No ano passado, as denúncias de estupro atingiram o maior patamar desde 2002. O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) gastou 3% do valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a implantação de Delegacias de Defesa da Mulher 24 horas (DDM).

O Orçamento de 2023 disponibilizou R$ 24 milhões para a implantação das delegacias, mas apenas R$ 675,5 mil foram empenhados ao longo do ano, como mostrou reportagem da Folha.

A Secretaria da Segurança argumenta que a alta de registros de estupro decorre de uma maior consciência das vítimas em denunciar.


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