Início Variedades Rio registra mais de 200 autuações por desrespeito às normas no primeiro dia de restrições
Variedades

Rio registra mais de 200 autuações por desrespeito às normas no primeiro dia de restrições

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Prefeitura do Rio de Janeiro registrou 230 autuações no primeiro dia de aplicação das medidas restritivas que visam reduzir aglomerações e a transmissão da Covid-19 na cidade. Em ação conjunta com a Guarda Municipal, a Seop (Secretaria Municipal de Ordem Pública) fiscalizou cinquenta pontos do município, onde costuma haver altos índices de aglomeração, desde as 17h de sexta-feira (5) até o início da manhã deste sábado (6). Entre as autuações, estão multas e interdições a estabelecimentos, encerramento de feiras, reboques e apreensão de mercadorias de ambulantes. Decisão da Justiça do Rio desta sexta-feira alterou o decreto da Prefeitura que havia determinado que bares e restaurantes deveriam fechar às 17h, estendendo o horário de funcionamento até as 20h. Mesmo com a flexibilização, o saldo da fiscalização foi de 50 multas e 13 interdições para estabelecimentos do tipo, por desrespeito às normas. Ainda assim, o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, afirmou à Folha que o número de autuações diminuiu no primeiro dia de aplicação das medidas restritivas. "A avaliação preliminar foi muito positiva, a maioria dos estabelecimentos cumpriu o decreto. A circulação de pessoas por conta disso também diminuiu", disse. Carnevale também afirmou que a ocupação prévia da Guarda Municipal em pontos conhecidos de aglomeração coibiu os estabelecimentos de desrespeitarem o decreto. A fiscalização continuou neste sábado, especialmente nas praias, já que a prefeitura determinou ainda a proibição do funcionamento de quiosques e da circulação de ambulantes. A reportagem esteve no calçadão da praia de Copabacana, na zona sul do Rio, e não encontrou quiosques abertos. Também viu poucos ambulantes -o dia nublado pode ter contribuído para a conformidade às regras. "Hoje pela manhã apreendemos mercadoria no Leblon. Em Copacabana e no Arpoador tivemos que recolher material de barraqueiros, que tinham ponto fixo autorizado. A maioria das pessoas conhece a regra e sabe que está descumprindo. Infelizmente alguns não acreditam que vai ter fiscalização", disse o secretário de Ordem Pública. Para estabelecimentos que desrespeitam o decreto, a multa é de R$ 3.100. Para pessoas físicas, de R$ 562,42. Essa foi a primeira vez que o Rio restringiu atividades desde a reabertura, em meados do ano passado. Mesmo quando os casos e mortes voltaram a subir, no final de 2020, as atividades econômicas e espaços de lazer permaneceram abertos. O prefeito Eduardo Paes (DEM), que vinha resistindo a adotar regras mais rígidas como outras cidades, argumentando que os dados locais ainda apontavam para uma redução da doença, afirmou que o objetivo com o decreto é se antecipar a um novo colapso. Segundo a prefeitura, a secretaria municipal de Saúde registrou nesta quinta-feira (4) um aumento de 16% dos casos de atendimento de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave nas unidades de urgência e emergência da cidade. "Aqui decisões são tomadas com base em dados. Não no que eu acho ou penso", escreveu Paes nas redes sociais após decisão da Justiça que flexibilizou o decreto da prefeitura.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?