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Ribeirão Preto esvazia hospital para atender só casos do novo coronavírus

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A escalada de casos e mortes provocadas pelo novo coronavírus em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) fez a prefeitura esvaziar um hospital municipal para que ele passe a atender apenas casos da Covid-19 a partir desta semana. Ribeirão chegou nesta quarta-feira (22) a 304 mortes causadas pelo novo coronavírus, com 11.005 casos. Só nesta quarta, foram confirmados 373 novos casos, com 10 óbitos. A prefeitura anunciou que o hospital Santa Lydia será destinado exclusivamente ao atendimento de vítimas da doença, com 40 leitos de enfermaria e 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), num mês em que a ocupação de leitos para tratamento de pacientes se aproximou de 100% no município. "O hospital vai receber e atender pacientes, sejam eles com sintomas leves ou graves do novo coronavírus. Vamos tomar a medida para dar suporte às ações que estão sendo feitas durante a pandemia", disse o prefeito de Ribeirão, Duarte Nogueira (PSDB). De acordo com ele, a medida é tomada também pelo fato de a cidade precisar não só de leitos de UTI, mas também de enfermaria. Nos dias 9 e 10, o índice de leitos de UTI para Covid-19 chegou a 99,4% na cidade. Nesta quarta, está em 89,05%. Há 374 pacientes internados na cidade em tratamento contra a doença, seja em UTI ou enfermaria. No HC (Hospital das Clínicas), da USP (Universidade de São Paulo), 67 das 71 vagas de UTI para Covid-19 estavam ocupadas nesta quarta, o equivalente a 94,4% do total. Na enfermaria, só havia uma vaga disponível das 52 destinadas a pacientes da doença (ocupação de 98,1%). FECHADO Ribeirão Preto é a principal cidade de uma das cinco regiões de saúde do estado que estão na fase um (vermelha) do plano São Paulo, que controla a reabertura gradual das atividades conforme a incidência da doença. As outras regiões são as de Franca, Araçatuba, Piracicaba e Campinas. Ribeirão Preto já está nessa situação, assim como 25 cidades de sua região, desde meados de junho. Com isso, as atividades comerciais não essenciais devem permanecer fechadas, o que tem provocado protestos de comerciantes.

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