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Região da ponte estaiada, cartão postal de SP, vira zona de risco com série de roubos e mortes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A região da ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira, um dos principais cartões postais de São Paulo, tornou-se mais uma área de risco na zona sul da capital após uma série de ataques a motociclistas e as mortes de duas pessoas baleadas na área no intervalo de uma semana. Esses crimes a motoristas e motociclistas obrigaram a polícia a reforçar a vigilância nas avenidas e ruas no entorno do monumento com uma série de operações. Os dois latrocínios (roubo com morte) deste ano equivalem a todos os crimes dessa natureza registrados pela polícia nos distritos policiais responsáveis pela região, o 34º DP (Vila Sônia) e 96 DPº (Monções), nos últimos dois anos, entre 2019 e 2020. O primeiro latrocínio ocorreu no último dia 25, por volta das 20h30, quando o laboratorista Francisco Miranda da Silva, 53, seguia pela marginal Pinheiros com sua mulher e acabou presenciando uma tentativa de roubo bem em frente a seu veículo. A mulher da vítima contou aos policiais que o roubo envolveu dois criminosos em uma moto que tentavam abordar um outro motociclista. Durante o ataque, a vítima da moto caiu ao chão e, para não atropelar o rapaz caído, Silva acabou sem querer "fechando" a moto dos assaltantes. Irritados com a ação de Silva, os assaltantes passaram a persegui-lo e, quando se aproximaram do veículo, dispararam contra ele, atingindo a vítima na nuca. O laboratorista chegou a ser levado para um hospital próximo, mas não resistiu ao ferimento. O segundo crime ocorreu na tarde do último dia 31. O engenheiro Alexandre Andrade Pereira, 33, foi baleado por criminosos que tentavam roubar a moto dele, uma BMW. Uma testemunha que passava pelo local disse aos policiais que os criminosos também estavam em uma moto, semelhante à da vítima, e a pessoa na garupa realizou o disparo quando Pereira reduzia a velocidade da moto para estacionar. Os bandidos fugiram sem levar nada. A Polícia Civil prendeu, na semana passada, um suspeito de ter roubado uma moto, do mesmo modelo usado por Pereira, em uma região próxima à ponte estaiada, o que levou os policiais a acreditarem se tratar de uma quadrilha especializada em roubo de motos importadas. Os responsáveis pelas mortes de Pereira e Silva ainda não foram presos. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os casos estão sendo investigados com diligências, realização de oitivas e análise de outras provas. Procurada, a Polícia Militar informou, por meio de nota, que "lamenta profundamente as duas mortes ocorridas na marginal Pinheiros nas últimas semanas". "A PM vem intensificando o policiamento em toda a extensão da marginal e as abordagens policiais têm focado em motocicletas, veículos comumente utilizados pelos criminosos para praticar os assaltos", diz nota assinada do comandante da capital, coronel Rodrigo Sanches Félix. Ainda de acordo com a nota, o policiamento ostensivo é planejado por meio da análise dos indicadores criminais, informações de inteligência e notícias de crimes trazidas pela comunidade em geral. "Essas fontes compõem o principal acervo de coleta de dados que formam a base do planejamento de aplicação da força de patrulha nas circunscrições policiais." No último final de semana, de acordo com o Félix, o Comando de Policiamento da Capital realizou em toda a cidade de São Paulo, inclusive nas duas marginais, Pinheiros e Tietê, a Operação "Grandes Corredores -- ROCAM e RPM", ambas equipes de motos, para prevenir roubo e furto a motociclistas praticados por criminosos que também utilizam motocicletas. "Na última semana também foram realizados bloqueios viários na avenida Boaventura José Rodrigues, importante acesso à Marginal Pinheiros. A operação focou na fiscalização de automóveis e motocicletas, com o objetivo de identificar veículos envolvidos em crimes praticados na região", afirmou o comandante da capital. "Cabe ainda salientar que, no comparativo dos trimestres de novembro e dezembro de 2019 e janeiro de 2020 com novembro e dezembro de 2020 e janeiro de 2021, houve uma diminuição do crime de latrocínio na capital de São Paulo em aproximadamente 31% (de 32 para 22 casos)."

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